A semana começa em meio a um clima de maior aversão ao risco nos mercados financeiros ao redor do mundo, com preocupações com o conflito entre Israel e o Hamas, que não dá sinais de trégua, havendo, pelo contrário, indicativos de acirramento. Os EUA enviaram o maior porta-aviões do mundo para a região. O grupo libanês, Hezbollah, realizou ataques na região de fronteira. Com isso crescem os temores que o conflito possa se espalhar para outras áreas.
Na agenda da semana, destaque para pronunciamentos aguardados de membros do Fed, que podem dar uma ideia melhor de qual será o posicionamento da autoridade monetária na condução dos juros nos EUA. Além disso, a temporada de divulgação de balanços deve continuar movimentando os mercados de ações.
As principais bolsas da Ásia começaram a semana no vermelho, diante da maior cautela relacionada ao conflito no Oriente Médio. Destaca-se que o Banco Popular da China (PBoC) injetou 789 bilhões de yuans no sistema bancário do país em empréstimos de um ano, com o objetivo de garantir as condições de liquidez. Nesta semana, são aguardados novos indicadores da economia chinesa, com o governo avaliando incrementar as medidas de estímulo para incentivar o PIB alcançar a taxa projetada de 5% a.a.
Na Europa, os principais índices acionários operam sem direção única nesta segunda-feira (dia 16), em meio ao clima de maior cautela com o conflito em Israel. Por outro lado, a balança comercial da zona do Euro registrou um superávit ajustado de 11,9 bilhões de euros em agosto, superando consideravelmente o registrado em julho.
Nos EUA, os índices futuros registraram alta, repercutindo balanços positivos de empresas, divulgados nos últimos dias.
No Brasil, o Ibovespa começou o dia no terreno positivo. Destaque para a redução das projeções de inflação em 2023 no país, divulgada no Boletim Focus.
As cotações da soja registraram leve alta na sessão noturna desta segunda-feira (dia 16), com o mercado absorvendo as estimativas de uma produção menor nos EUA, divulgada na última semana. De qualquer forma, mesmo com as perspectivas de um balanço mais apertado, há dúvidas pelo lado da demanda, principalmente quanto às exportações, com muita coisa ainda podendo mudar no decorrer da safra 2023/24.
O mercado aguarda os dados de acompanhamento de safra dos EUA, que serão atualizados no final da tarde dessa segunda-feira (dia 16).
O milho encerrou o pregão noturno desta segunda-feira (dia 16) em leve baixa.
O período de colheita e as perspectivas e um balanço mais folgado nos EUA continuaram pesando sobre os preços, enquanto o clima no Brasil é acompanhado de perto. Além disso, há preocupações com a logística nos EUA, com a baixa do Rio Mississipi.
O trigo também avançou no pregão noturno desta segunda-feira (dia 16) em Chicago, configurando uma sequência de altas, com o mercado monitorando mercado exportador.
Apesar da oferta grande e competitiva de trigo russo, o registro de negociações de trigo norte-americano com a China animou o mercado. Uma leve queda do dólar no mercado internacional também contribuiu para esse cenário, pois é favorável à competitividade norte-americana.






