O desempenho econômico dos EUA e os possíveis impacto na condução da política monetária do país continuam no radar, após a firme alta no rendimento dos títulos do Tesouro ontem (dia 17). Nesta quarta-feira (dia 18), destaca-se a divulgação do Livro Bege no país.
De qualquer maneira uma rodada de indicadores chineses é acompanhada de perto, com resultados positivos. A produção industrial do país avançou 4,5% em setembro, superando o projetado pelo mercado. As vendas no varejo também vieram acima das expectativas, com uma alta de 5,5% em comparação a setembro de 2022.
Além disso, a taxa de desemprego urbano na China caiu para 5%, menor nível desde o final de 2021 e também abaixo do esperado. Já o PIB chinês subiu 4,9% no terceiro trimestre de 2023, no comparativo anual. Esse resultado ficou acima das expectativas, mas configura uma desaceleração frente ao segundo trimestre.
Esses dados mais positivos na China podem acabar influenciando o governo a não adotar mais medidas de estímulo econômico no sentido de se alcançar a meta de 5% de crescimento do PIB em 2023, focando mais nas metas do próximo ano.
As bolsas asiáticas fecharam sem uma direção única, acompanhado também o andamento da guerra no Oriente Médio. Ademais, uma reportagem indicou que os EUA pretendem restringir ainda mais os chips enviados à China.
Na Europa, os principais índices acionários também registram resultados mistos nesta quarta-feira (dia 18), com os agentes avaliando os fatores já citados, além de dados de inflação do continente e balanços de empresas. Segundo a Eurostat, a inflação ao consumidor (CPI) da zona do euro ficou em 4,3% em setembro, uma desaceleração em relação ao resultado de agosto, de 5,2%, o que poderia influenciar o ciclo de aumento dos juros do Banco Central Europeu (BCE).
Aqui no Brasil, o Ibovespa começou o dia em queda, em linha com os índices futuros em Nova York.
As cotações da soja em Chicago atingiram os maiores níveis em três semanas no pregão noturno desta quarta-feira (dia 18), impulsionadas pela demanda aquecida no mercado doméstico dos EUA.
Os dados de esmagamento divulgados na segunda-feira (dia 16) pela Associação Nacional de Processadores de Oleaginosas (NOPA, na sigla em inglês) para os EUA indicaram o maior nível para um mês de setembro na história. Além disso, os estoques de óleo de soja vieram no menor patamar em quase nove anos.
O milho também avançou na sessão noturna, acompanhando os ganhos da soja e do trigo. Além disso, o registro de chuvas no note do Meio Oeste trouxe algumas preocupações com possíveis atrasos da colheita da safra norte-americana.
Por outro lado, a colheita do milho na França, maior produtor da União Europeia, trem indicado rendimentos acima do que se esperava, mesmo após o registro de chuvas abaixo do normal e ondas de calor no verão. O país deve colher 23% mais milho nesta safra.
O trigo subiu no pregão noturno desta quarta-feira (dia 18) em Chicago, com os preços mais baixos, após as recentes quedas atraírem compradores ao mercado.
Mesmo assim, a elevada disponibilidade de trigo russo a preços competitivos continua limitando movimentos de alta no mercado de trigo.
Pelo lado do consumo, os preços do trigo na Índia atingiram os maiores níveis em oito meses, diante de uma demanda aquecida e limitações na oferta, como a taxação das importações. Esse cenário poderá levar o governo a reavaliar as restrições às importações e a liberar parte dos estoques, destacando que no próximo ano ocorrerão eleições gerais.






