Esta semana começou com os rendimentos dos Títulos do Tesouro dos EUA avançando, com o mercado no aguardo da reunião de política monetária do Fed, para ter alguma sinalização mais clara sobre a duração do ciclo de juros elevados no país. As apostas são na manutenção dos juros entre 5,25% e 5,5% ao ano, mas dados indicando uma economia norte-americana aquecida trazem dúvidas sobre quais serão os próximos passos do Fed no sentido de arrefecer a evolução dos preços.
Destaca-se que no Brasil, também acontece a reunião de política monetária do Copom, do Banco Central, com expectativas de que a Selic caia mais 0,5 ponto percentual, para 12,25%. Contudo, com a taxa de juros mais elevada nos EUA, o espaço para cortes maiores da Selic acaba sendo reduzido, e o nível da taxa no final do ciclo de cortes pode ficar um pouco mais alto.
O tom é mais positivo nos mercados financeiros globais nesta segunda-feira (dia 30), mesmo com o conflito no Oriente Médio continuando a preocupar. Israel tem feito incursões terrestres na Faixa de Gaza.
As bolsas da Ásia fecharam o dia sem um direcionamento único, no aguardo do Fed e também da decisão de política monetária do Bando do Japão. Além disso, continua a temporada de divulgação de balanços corporativos.
Os índices acionários europeus estão no campo positivo, assim como os futuros em Nova York e o Ibovespa começou o dia com ganhos.
As cotações da soja começaram a semana em alta, dando continuidade ao movimento observado na última sexta-feira (dia 27), diante de preocupações com o esmagamento e as exportações de farelo da Argentina.
O país sul-americano é o maior exportador mundial de farelo e de óleo, esmagando a maior parte de sua produção de soja. Contudo, com a quebra expressiva no ano safra 2022/23, há estimativas de que a Argentina já não vai ter soja para esmagar a partir de novembro, reforçando a busca por farelo em outros ofertantes, como EUA e Brasil.
Com isso, a soja caminha para encerrar o mês de novembro com a maior alta desde fevereiro de 2022. Por outro lado, o farelo recuou no pregão noturno, num movimento de realização de lucros.
As cotações do milho registraram queda, com o período de colheita nos EUA continuando a pesar.
Além disso, as estimativas apontam para um balanço norte-americano bem mais folgado no ciclo 2023/24, uma vez que a produção ainda foi robusta, apesar das perdas, e há preocupações com a demanda do país, como qual será o volume embarcado, com uma maior competição do cereal brasileiro, e com a Ucrânia conseguindo escoar pelo Mar Negro.
O trigo registrou baixa na sessão noturna desta segunda-feira (dia 30) em Chicago, com a retomada das exportações ucranianas, após as preocupações com a segurança do corredor humanitário. Quatro navios deixaram a região do Porto de Odessa na sexta-feira (dia 27).
Além disso, a oferta e a competitividade do trigo russo, que tem garantido volumes importantes de embarques do maior exportador mundial, continuam pesando sobre os preços.
Destaca-se, ainda, a ocorrência de chuvas na Austrália e na Argentina, que também contribui para a baixa de preços.






