A sexta-feira (dia 02) começa com os futuros das ações operando em alta nos EUA. Os principais índices do país buscam fechar a semana com ganhos, após resultados positivos das principais empresas tecnológicas, que estão sustentando e ajudando a alavancar o saldo positivo. Foi divulgado ontem, que a produtividade dos trabalhadores estadunidenses aumentou mais do que o esperado no quarto trimestre de 2023, o que é um sinal positivo para o Federal Reserve (Fed) na sua luta contra a inflação.
As bolsas europeias também sobem, com o índice regional Stoxx 600 chegando perto dos resultados obtidos no início da semana, quando os máximos dos últimos dois anos foram alcançados. O principal setor ganhador do dia foi o automobilístico, e, em sentido contrário, as perdas nas ações de petróleo e gás reduziram os ganhos finais.
Na região da Ásia-Pacífico os resultados são mistos. Enquanto as ações na Coréia do Sul lideram as subidas, na China o índice CSI 300 atingiu seu mínimo dos últimos cinco anos. No destaque do dia está o novo recorde atingido pelo Nifty 50 da Índia, onde os setores energético e tecnológico apresentaram crescimentos que puxaram o resultado para cima. O mercado indiano vem chamando a atenção por apresentar-se como uma oportunidade de diversificação perante a China, e os investidores responderam positivamente ao anúncio feito pelo governo ao apresentar um orçamento fiscal prudente.
O índice futuro do Ibovespa abre em alta hoje, repercutindo positivamente um começo de fevereiro com ganhos. No fechamento de ontem, o resultado positivo foi liderado pelas ações dos setores petrolífero e financeiro. O resultado econômico esperado para hoje, é a atualização da produção industrial brasileira de dezembro passado, após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ter indicado um aumento de 1,1% em novembro de 2023.
O último pregão noturno (dia 02) marcou uma recuperação do farelo, enquanto os preços dos grãos e do óleo continuam se desvalorizando.
O esmagamento de soja aumentou nos EUA, porém menos que o esperado. Na sua última atualização, o USDA indicou que foram processados 204 milhões de bushels em dezembro passado, diante dos 200 milhões de bushels de novembro.
Também influenciou nos mercados o anúncio feito pelo USDA em relação às exportações de soja estadunidense, que atingiram seu nível semanal mais baixo desde o início da campanha 2023/24. Desta forma, a pressão sobre os níveis de demanda é mantida.
Para o Brasil, a StoneX atualizou a sua estimativa de safra 2023/24 em 150,35 milhões de toneladas, o que significa uma redução de 1,6% em relação à projeção de janeiro. Os ajustes foram feitos devido a produtividades menores em estados afetados por condições climáticas adversas.
Os preços do milho para março/2024 se recuperaram, mas os de maio e julho próximos continuam em baixa.
Em sua nova estimativa, a StoneX Brasil revisou para cima a sua estimativa para a safra de verão, que está estimada agora em 25,9 milhões de toneladas, 0,4% acima do valor publicado no início de janeiro. Já para a safra de inverno 2023/24, a nova produção esperada é de 96,4 milhões de toneladas, o que indica uma redução mensal de 0,1% nas projeções, causadas por uma perspectiva menos favorável para Rondônia.
Os preços do trigo se recuperaram.
Após algumas jornadas em baixa, os preços do trigo subiram para fugir dos mínimos históricos, mas preocupações persistem. O superavit produtivo e a queda nos preços da Rússia ainda influenciam fortemente o mercado internacional, enquanto os protestos dos agricultores na Europa persistem.






