Os mercados internacionais operam todos com considerável otimismo na manhã desta segunda-feira (12), refletindo o forte avanço global do dólar frente a outras moedas. Esse movimento é impulsionado pelo anúncio de que Estados Unidos e China reduzirão por 90 dias as alíquotas de importação reciprocamente, passando de 145% para 30% no caso americano e de 125% para 10% no caso chinês. Após mais de um mês de tensões comerciais extremamente elevadas, resultado do “choque tarifário” iniciado pelos EUA em 02 de abril, investidores se surpreenderam com a magnitude da amenização desse conflito, reduzindo as preocupações de investidores quanto aos prejuízos esperados para as economias dos dois países e que, por sua vez, favorece o desempenho do dólar e prejudica o desempenho do real.
Por fim, vale mencionar que o boletim Focus desta segunda-feira mostra que a maior parte das instituições financeiras acredita que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central não voltará a aumentar a taxa básica de juros (Selic) este ano após sua elevação em 0,50 p.p. da semana passada. Apesar do Copom tenha deixado em aberto como irá proceder em sua decisão de junho, sem oferecer uma orientação futura explícita (forward guidance), a mediana das instituições acredita que os juros permanecerão estáveis em 14,75% a.a. até o fim do ano. Ao reduzir as projeções para a taxa Selic, o boletim Focus pode reforçar uma perspectiva de que os diferenciais de juros brasileiros não se elevarão como antecipado anteriormente, o que pode prejudicar a atração de recursos externos e enfraquecer o real. Neste cenário, o índice futuro Ibovespa (IBOV) iniciou o dia operando também no campo positivo. Para acompanhar as notícias que movimentam os mercados no dia de hoje, acesse a Abertura de Câmbio.
Os preços futuros da soja acumulam alguns ganhos na manhã desta segunda-feira (12), em Chicago, com o otimismo dos investidores dado o avanço das negociações entre Estados Unidos e China para a resolução dos seus impasses comerciais. As medidas devem favorecer o escoamento da safra estadunidense para o mercado chinês, que se consolida já há alguns anos como o principal destino da soja colhida nos EUA.
Em um comunicado divulgado na manhã desta segunda-feira (12), Estados Unidos e China anunciaram um acordo para diminuir, por um período inicial de 90 dias, as tarifas aplicadas a produtos importados de ambos os países. Nesse contexto, os EUA irão reduzir temporariamente as taxas sobre itens chineses de 145% para 30%, enquanto a China diminuirá os impostos sobre produtos norte-americanos de 125% para 10%.
No mercado do milho, as bolsas reagem positivamente às atualizações no panorama de comércio internacional agrícola. A China não possui o mesmo papel sobre as importações do milho estadunidense que se observa para a soja. Para o milho, o principal importador dos Estados Unidos é o México, com a China perdendo um pouco de espaço há alguns anos, desde que o Brasil passou a enviar milho ao país asiático, além de fatores produtivos internos, que reduziram a necessidade de comprar o montante habitual do exterior.
Os preços futuros do trigo encerraram o pregão noturno desta segunda-feira (12) com algumas perdas. Apesar das notícias animadoras para o comércio internacional, as boas perspectivas para a colheira do trigo de inverno dos Estados Unidos acabaram limitando os ganhos do produto em Chicago. Além disso, os agentes aguardam a divulgação das estimativas de oferta e demanda mundial de grãos e oleaginosas, previstas para ser divulgadas às 13h (horário de Brasília) de hoje.




