Em dia de agenda esvaziada, o foco dos investidores segue voltado para o cenário externo, com especial atenção para a condução da política fiscal da equipe econômica do presidente americano, Donald Trump. Nos últimos dias, o tópico tem contribuído para o aumento do sentimento de cautela entre agentes de mercado, diante de entraves e questionamentos encontrados pela Casa Branca em seu esforço de aprovar o novo projeto para o Orçamento público do país. A proposta enviada pelo Executivo do país ao Congresso propõe, entre outros tópicos, estender cortes de impostos aplicados durante o primeiro termo de Donald Trump, isentar alguns rendimentos de imposto de renda (como gorjetas e horas extras) e ampliar o limite de deduções de impostos estaduais. Apesar de a Casa Branca projetar que os cortes de impostos serão compensados no orçamento federal pela consequente aceleração da atividade econômica, investidores permanecem céticos de que as medidas não terão impactos significativos no déficit público. Ainda repercute entre investidores e contribui para o sentimento de cautela, adicionalmente, o rebaixamento da nota soberana de crédito do país pela agência de classificação de riscos Moody’s, na última sexta-feira (16), em função da preocupação com o aumento da dívida pública do país. Nas últimas sessões, tal contexto, adicionalmente, tem elevado significativamente os títulos do Tesouro norte-americano. Em meio ao cenário de preocupações com a economia dos EUA, tende a ser elevado o sentimento de aversão ao risco entre investidores, favorecendo moedas consideradas "porto-seguros", como o iene japonês, o euro e o franco suíço, o que, por sua vez, pode prejudicar moedas de países emergentes, como o real. Para acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam os mercados neste dia, acesse a Abertura de Câmbio.
No mercado da soja, as cotações dos futuros seguem se valorizando por mais uma sessão, atingindo a máxima de uma semana. No caso da oleaginosa, os ganhos foram impulsionados pela alta nos preços do petróleo bruto e por receios de que as fortes chuvas possam trazer prejuízos às lavouras de soja na Argentina.
Os preços do milho seguiram se valorizando na última sessão, acompanhando a força do trigo, também atingindo um pico de alta semanal.
Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) os preços futuros do milho encerraram a terça-feira (20) em alta. Os ganhos foram sustentados por movimento semelhante em Chicago, e pela valorização do real, o que torna as exportações brasileiras mais competitivas no mercado internacional.
Os preços futuros do trigo acumulam novas altas na manhã desta quarta-feira (21). Após ter atingido os preços mínimos dos últimos 5 anos, na semana passada, o trigo de Chicago opera agora em suas máximas do último mês. O enfraquecimento do dólar no cenário internacional e a cobertura de posições vendidas ajudaram a sustentar os preços em níveis mais elevados,
Além disso, começam a surgir preocupações com a safra de inverno que se desenvolve no Hemisfério Norte.




