No cenário internacional, EUA e China se encontram para avançar nas negociações comerciais. Autoridades diplomáticas americanas e chinesas se encontram hoje em Londres para avançar nas negociações dos termos de um potencial acordo comercial entre ambas. Uma suavização das tensões comerciais entre as duas maiores economias globais pode reduzir receios de uma desaceleração mais intensa do crescimento de ambas. Caso as negociações de hoje resultem em um anúncio de que as negociações foram produtivas ou em uma diminuição do controle de exportações entre China e EUA, a tendência é ampliar o apetite por riscos de investidores e contribuir para uma queda da taxa de câmbio do real. Por outro lado, caso as negociações de hoje sinalizem um impasse, é provável que isto resulte em maior aversão ao risco e contribua para o enfraquecimento do real.
No Brasil, Governo e Congresso chegam a consenso sobre medidas para “recalibrar” IOF. Após cinco horas de reunião na noite de ontem (8), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e lideranças do Congresso concordaram em apresentar um pacote de medidas para substituir parte do decreto que elevou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Caso as medidas anunciadas sejam consideradas robustas pelos investidores, é possível uma reversão parcial do pessimismo atual em relação à política fiscal brasileira, com reflexos positivos sobre o real e demais ativos domésticos. Para acompanhar com mais detalhes os assuntos que movimentam os mercados no dia de hoje, acesse a Abertura de Câmbio.
Os preços futuros da soja iniciaram a semana registrando algumas altas, mas encerraram o pregão noturno na Bolsa de Chicago (CBOT) em baixa. As cotações estavam sendo impulsionadas pelo sentimento otimista em torno das negociações entre China e Estados Unidos, que têm como intuito reestabelecer as relações comerciais entre ambos os países, no entanto o movimento acabou se invertendo.
As negociações entre assessores dos governos estadunidense e chinês, nesta segunda-feira (09), têm o objetivo de resolver a disputa comercial entre ambos os países, as duas maiores economias globais, fato que tem mantido os mercados em estado permanente de alerta mundo afora.
O mercado do milho inicia a segunda-feira (09) com operações semelhantes às da soja, estimulado também pelo otimismo em torno das negociações em torno das relações comerciais entre China e Estados Unidos, que poderiam propiciar ambiente mais favorável ao comércio internacional.
A última sexta-feira (06) encerrou no campo positivo na B3, após leve recuperação no mercado físico de milho no país, devido ao reaquecimento da demanda por compras futuras. Estes sinais positivos para a demanda sinalizam uma retomada do interesse dos compradores, associada a uma maior liquidez no curto prazo.
No mercado do trigo, os preços futuros também deram sinais negativos na manhã desta segunda-feira (09), com indícios de uma melhora na umidade do solo em partes da Planície do Sul e do Meio-Oeste dos Estados Unidos, em decorrência de chuvas que caíram na região recentemente. No entanto, alguns estados como Kansas, Nebraska, Iowa, Minnesota, Illinois, Indiana e Ohio registram secas em algumas partes, o que pode prejudicar o desenvolvimento final da safra de inverno na região.




