No Brasil, Banco Central eleva Selic para 15% e encerra ciclo de alta dos juros. A decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, divulgada após o fechamento dos mercados na quarta-feira (18), deve repercutir ao longo desta quinta-feira, com o retorno das negociações após o feriado da véspera. A nova elevação da taxa básica de juros (Selic) impacta o diferencial entre os juros brasileiros e os norte-americanos, afetando a atratividade dos títulos públicos nacionais e a entrada de capitais estrangeiros. Esse movimento, por sua vez, tende a favorecer o desempenho do real. Ao ampliar o diferencial entre os juros brasileiros e os americanos — no mesmo dia em que o Federal Reserve optou por manter sua taxa inalterada —, a decisão do Copom tende a fortalecer o real frente ao dólar.
No cenário internacional, Casa Branca sinaliza que decidirá seu envolvimento no conflito com o Irã nas "próximas duas semanas". Os mercados devem operar em compasso de espera por potenciais novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Nos últimos dias, a intensificação do conflito entre Irã e Israel, somada à possibilidade de um envolvimento direto dos Estados Unidos, tem provocado algum movimento de aversão a risco entre os investidores. Esse ambiente de incerteza tende a estimular a busca por ativos considerados “portos seguros”, podendo pressionar o real ao longo da sessão. Cenários de tensão no Oriente Médio costumam reduzir o apetite global por risco, o que pode levar à desvalorização de moedas de países emergentes, como o real. Para acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam os mercados globais, acesse a Abertura de Câmbio.
Os preços futuros da soja iniciaram a sexta-feira (20) operando no campo positivo. Ao longo da semana, a soja se manteve cotada próximas das suas máximas de um mês. O principal fator que impulsiona os preços da oleaginosa nas últimas sessões tem sido a força nos mercados do petróleo e dos biocombustíveis, devido às incertezas relacionadas ao conflito na região do Oriente Médio e ao anúncio das novas metas de RVOs nos Estados Unidos, que estimulam a demanda por soja nesse viés.
No mercado do milho, os preços se estabilizaram na última sessão, após ter se aproximado das mínimas de 2025, atingidas na última semana, em meio às condições favoráveis para a safra em desenvolvimento nos Estados Unidos e à alta disponibilidade do trigo brasileiro no mercado.
Além disso, os investidores devem repercutir as vendas de exportação dos EUA, divulgadas hoje pelo USDA.
No mercado do trigo, as cotações recuam nesta manhã, em decorrência de uma postura de maior alívio entre os investidores no que se relaciona com o conflito entre Israel e Irã, com temores de que os EUA pudessem se envolver mais diretamente. Com isso, observa-se uma maior cobertura de posições vendidas nesta sexta-feira.
Outro fator que tem pressionado o mercado do trigo neste momento é o início da colheita da safra de inverno no hemisfério norte, que deve colocar um grande volume do cereal disponível no mercado, considerando as expectativas favoráveis para a produção em importantes regiões, como na União Europeia, Estados Unidos e Mar Negro.






