No cenário internacional, as incertezas em relação às tarifas de importação se ampliam com o fim do prazo da “trégua”. As incertezas em relação à política comercial americana voltam a aumentar com a aproximação da data final para a redução temporária de 90 dias das tarifas de importação americanas a 10%, em 09 de julho. A falta de clareza nas diretrizes das tarifas de importação dos EUA pode aumentar a percepção de risco entre os investidores e favorecer a saída de capitais do país, contribuindo para uma desvalorização global do dólar. Ao mesmo tempo, a imprevisibilidade e a inconsistência da condução das políticas econômicas americanas podem aumentar a aversão global a riscos, o que tende a prejudicar o desempenho de moedas de economias emergentes, como o real. Com o encerramento do prazo para a redução temporária das tarifas, o presidente do país, Donald Trump, o secretário do Comércio, Howard Lutnick, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmam que vão notificar unilateralmente todas as nações sobre suas novas alíquotas antes de 09 de julho.
Na prática, as autoridades econômicas dos EUA estão sinalizando que as tarifas reduzidas vão ser estendidas até o final de julho. Porém a incerteza e a imprevisibilidade da política comercial americana voltam a se ampliar enquanto não são divulgadas as novas tarifas unilaterais. Vale notar que o “choque tarifário” de 02 de abril já definiu unilateralmente tarifas para quase todos os parceiros comerciais americanos, e não está claro porque algumas dessas alíquotas possam ser diferentes a partir de 01 de agosto. Para acessar o conteúdo completo sobre os temas que movimentam os mercados mundiais, acesse a Abertura de Câmbio.
No mercado da soja, os contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago operavam em baixa até o fechamento do mercado noturno, com a expectativa de que se tenha uma ampla oferta nos Estados Unidos, devido ao clima favorável que atinge a maior parte dos estados produtores.
Os agentes retomam suas posições na Bolsa após o feriado de 4 de julho, que paralisou as atividades desde a última sexta-feira (4), e devem estar atentos aos dados do USDA sobre as condições de safra dos EUA.
De modo semelhante ao que se observa para a soja, no mercado do milho os preços também operam em baixa na manhã desta segunda-feira (07) em decorrência das expectativas de uma safra abundante nos Estados Unidos.
No Brasil, os contratos futuros iniciam operando em sentidos mistos na B3, nesta segunda-feira.
Preços futuros do trigo acumulam novas perdas na manhã desta segunda-feira (07), à medida que o avança da colheita da safra de inverno no Hemisfério Norte, e aumenta a oferta do cereal no mercado internacional. Além disso, a medida do governo russo de reduzir para zero os impostos de exportação deve elevar a competitividade do trigo russo, o que motiva parte das perdas observadas para o mercado ao longo do pregão noturno.






