No cenário internacional, o mercado de divisas deve repercutir política comercial americana, após a Casa Branca ter informado ontem a alguns parceiros comerciais sobre as tarifas que deverão enfrentar caso não fechem acordos com Washington, prorrogando o prazo das negociações para 1º de agosto. 14 países já receberam carta da Casa Branca com novos valores das tarifas de importação, mas, até o momento, com exceção de Japão e Coreia do Sul, os países notificados são considerados de menor relevância no comércio internacional. O endurecimento da postura comercial dos EUA tende a alimentar temores de desaceleração global e a estimular a migração de capitais para ativos mais seguros. Nesse contexto, ativos de risco, como o real, tendem a ser penalizados. Com o encerramento do prazo para a redução temporária das tarifas, em 09 de julho, as autoridades econômicas americanas afirmaram que voltariam a notificar unilateralmente todas as nações sobre novas alíquotas que entrarão em vigor em 01 de agosto. Para ter acesso ao conteúdo completo em torno das notícias que movimentam o mercado, acesse a Abertura de Câmbio.
No mercado da soja, o clima “quase perfeito”, segundo analistas, contribui para o alinhamento das expectativas em torno de uma ampla oferta global para a safra em desenvolvimento. Além disso, o mercado repercute as incertezas em torno das negociações tarifárias de Washington com seus parceiros comerciais, agora que o se aproxima o vencimento do prazo de 90 dias dado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, quando anunciou seu tarifaço, em abril deste ano.
Os preços futuros do milho acumulam quedas por mais uma sessão, na manhã desta terça-feira (08), pressionado pelo sentimento baixista dos agentes que operam neste mercado, após a divulgação do relatório semanal de acompanhamento de safra dos Estados Unidos, pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Além disso, assim como para a soja, as perspectivas climáticas são muito otimistas para os estados da região Meio Oeste do país, onde se concentra grande parte da produção.
O trigo, que vinha se recuperando de algumas perdas em dias anteriores, volta a desacelerar, enquanto paira uma pressão sobre a evolução da colheita do trigo de inverno no Hemisfério Norte. Nos Estados Unidos, por exemplo, o ritmo do avanço da colheita enfrenta atrasos em alguns estados, como no Kansas, o principal estado produtor do cereal no país. O principal motivador dos atrasos está relacionado ao maior volume de chuvas que tem sido registrado para o período, que atrapalha o desenvolvimento das atividades no campo.






