No cenário internacional, Trump anuncia tarifa de 35% ao Canadá e revela que deve anunciar alíquota à UE hoje. O endurecimento da postura comercial dos EUA tende a alimentar temores de desaceleração global e a estimular a migração de capitais para ativos mais seguros. Nesse contexto, ativos de risco, como o real, tendem a ser penalizados. Ao mesmo tempo, contudo, investidores permanecem cautelosos quanto à magnitude e à durabilidade das tarifas anunciadas por Donald Trump, o que pode limitar os movimentos de aversão ao risco ao longo da sessão. Desde o início da semana, a Casa Branca já notificou unilateralmente 23 países sobre novas tarifas de importação, com vigência a partir de 1º de agosto. As alíquotas anunciadas variam entre 20% e 50%, conforme o país. O Brasil figura, até o momento, com a taxa mais elevada, enquanto a menor foi aplicada às Filipinas, com 20%. Para acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam os mercados neste dia, acesse a Abertura de Câmbio.
Preços futuros da soja recuam por mais uma sessão, na manhã desta sexta-feira (11), enquanto os investidores aguardam a divulgação do Relatório Mensal de Oferta e Demanda (WASDE) pelo USDA, nesta tarde. Paralelamente, o clima favorável em alguns dos principais estados produtores de soja no Meio-Oeste dos Estados Unidos também tem contribuído para pressionar os futuros da oleaginosa na Bolsa de Chicago (CBOT).
O fortalecimento do dólar também tem contribuído para manter os mercados pressionados, pois tornam as exportações estadunidenses mais caras frente aos demais competidores.
No mercado do milho, os movimentos são semelhantes ao que se observa para a soja na manhã desta sexta-feira. Os agentes que operam neste mercado aguardam a divulgação do WASDE para alinhar suas expectativas relacionadas à oferta e demanda, e também repercutem as condições climáticas favoráveis que são observadas para as regiões onde o milho se desenvolve no país norte-americano.
No Brasil, os preços futuros do milho apresentaram algumas baixas, depois que a Conab elevou as suas estimativas para a produção nacional de milho, pressionando as cotações do cereal na B3.
Os preços futuros do trigo também encerraram o pregão noturno no campo negativo, em um momento de normalização dos mercados, após altas causadas por dificuldades nas exportações da safra russa.
Alguns agentes que atuam nesse mercado especulam que os obstáculos enfrentados para as exportações russas possam incentivar os compradores a irem atrás de novos fornecedores, que possam cobrir suas demandas, embora se acredite que os problemas devam ser solucionados rapidamente.






