Em dia de poucos eventos na agenda, mercado acompanha falas do ministro da fazenda em entrevista enquanto monitoram as tensões diplomáticas entre Estados Unidos e Brasil. Investidores temem que o impasse entre as duas nações resulte na elevação das barreiras comerciais americanas, o que pode aumentar a percepção de riscos para ativos nacionais e enfraquecer o real. Após a Casa Branca anunciar inesperadamente a aplicação de tarifas de importação de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 01 de agosto, os ativos brasileiros apresentaram volatilidade maior e desempenho pior em relação a outros emergentes. A vinculação das medidas tarifárias a questões políticas e jurídicas nacionais dificulta a possibilidade de amenização dessas tensões. Na sexta-feira, os temores de uma piora nas relações comerciais e diplomáticas entre os países aumentaram após o secretário de Estado americano, Marco Rubio, cancelou os vistos do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, “e de seus aliados na Corte, bem como de seus familiares imediatos”. Para acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam os mercados mundiais, acesse a Abertura de Câmbio.
Preços futuros da soja iniciam a segunda-feira (21) com algumas perdas, pressionados pela ocorrência de chuvas nas principais regiões produtoras de grãos nos Estados Unidos. As chuvas ajudam a dissipar o medo que guiou as sessões na última sexta-feira (18), de que o calor excessivo pudesse trazer prejuízos para a safra estadunidense que desenvolve.
O foco dos investidores deve se voltar, agora, à divulgação do relatório de Acompanhamento das Safras do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A expectativa dos analistas é de que as condições se mantenham estáveis, ou mostrem alguma melhoria discreta.
No mercado do milho, o movimento observado é semelhante ao que se verifica também para a soja, com as chuvas que caem nos cinturões de grãos dos Estados Unidos agindo como fatores de pressão sobre o mercado, devido às perspectivas positivas para a produção no país. Na sexta-feira (18), os preços tinham adquirido alguma valorização, devido à preocupação de que o calor excessivo pudesse trazer algum prejuízo para as safras que estão em fase de desenvolvimento.
Os preços do trigo, ao contrário, conseguiram se sustentar um pouco mais, devido às expectativas de que as vendas em ritmo lento da nova safra russa possam transferir parte da demanda para os Estados Unidos, fomentando um reaquecimento do mercado do cereal em Chicago.
A chegada tardia da nova safra russa ao mercado, o que tem feito com que as vendas ocorram em ritmo um pouco mais lento do que era esperado. Analistas ainda estão em dúvida sobre a natureza desses atrasos, se ocorre devido ao fato de os produtores estarem com dinheiro disponível e poderem esperar por preços mais altos, ou se é devido à preocupação com a qualidade e a produtividade da nova safra russa.






