No exterior, investidores aguardam a divulgação do PPI americano. Nesta quinta-feira (14), o destaque da agenda econômica internacional recai sobre a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos Estados Unidos referente ao mês de julho. O indicador, que será publicado às 9h30 (horário de Brasília), é amplamente utilizado como sinalizador antecipado das tendências inflacionárias, ao refletir a variação nos preços pagos pelas empresas na aquisição de bens e serviços. A possibilidade de uma leitura mais moderada para o PPI pode fortalecer a expectativa de que o Federal Reserve inicie seu ciclo de cortes na taxa básica de juros já na reunião de setembro. Esse cenário tende a reduzir os rendimentos dos títulos do Tesouro americano, pressionando o desempenho global do dólar e favorecendo moedas emergentes, como o real brasileiro.
Além disso, mercado monitora de perto conversas entre Washington e Moscou. O ambiente de cautela entre os investidores se intensifica diante da aproximação das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Rússia, previstas para ocorrer nesta sexta-feira (15), no Alasca, conforme comunicado oficial da Administração Trump. Desdobramentos diplomáticos decorrentes do encontro podem gerar impactos significativos sobre os mercados financeiros, especialmente nos contratos futuros de produtos energéticos, como petróleo e gás natural. Diante da incerteza sobre os termos e resultados da reunião, é provável que prevaleça uma postura defensiva ao longo da sessão, com investidores buscando proteção contra eventuais episódios de volatilidade acentuada. Para acompanhar com mais detalhes os temas que movimentam os mercados no dia de hoje, acesse a Abertura de Câmbio.
Soja em baixa
Os preços futuros da soja acumulam algumas perdas na manhã desta quinta-feira (14), revertendo parte dos ganhos obtidos com a repercussão do Relatório Mensal de Oferta e Demanda do USDA, publicado no início da tarde da terça-feira (15). O mercado tenta encontrar alguma consolidação, após ter atingido uma máxima de seis semanas, após revisão nas perspectivas de colheita nos Estados Unidos, abaixo do que vinha sendo esperado por analistas do setor.
A redução nas estimativas de produção para a soja vem na esteira de um perda de área de cultivo para o milho, nesta temporada.
Milho em baixa
No mercado do milho, os preços futuros continuam recuando na Bolsa de Chicago, com as expectativas de safra recorde continuando como fator de pressão significativo sobre o mercado. O milho recuou, mais uma vez, para suas mínimas contratuais, ainda repercutindo as perspectivas de aumento na produção, apontados no Relatório WASDE, do USDA. A organização justificou o aumento na produção de milho a partir de uma elevação nos níveis de produtividade para a cultura nesta temporada, associada à substituição na área de plantio de soja para o milho.
A demanda restrita intensifica o sentimento baixista para o mercado. Nesse contexto, o mercado aguarda a divulgação dos dados semanais de exportações dos EUA, para assim mensurar o ritmo da comercialização da safra no país.
Trigo em baixa
No mercado do trigo, os preços também operam perto das suas mínimas contratuais, enquanto os investidores repercutem as estimativas que apontam para uma ampla oferta mundial para o cereal na temporada 2025/26. O WASDE confirmou as expectativas de uma grande colheita neste ciclo produtivo, alinhado à colheita de uma grande safra de inverno e às estatísticas de condições de safra para os cultivos de primavera, além dos reportes otimistas para o plantio de trigo em países do Hemisfério Sul, como Argentina e Austrália.
TABELAS E INDICADORES
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.
Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.
Fonte: **Estimativas StoneX.