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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Produção em alta da OPEP+ em fevereiro pressiona petróleo
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última segunda-feira (04), as cotações de futuros do Brent e WTI encerraram as negociações em queda, com o primeiro sendo cotado a USD 82,80 bbl (-0,9%) e a referência norte-americana a USD 78,74 bbl (-1,54%).

Apesar do anúncio de extensão dos cortes promovidos pelos membros da OPEP+ para o segundo trimestre do ano, os preços do petróleo operaram em queda conforme as projeções para a produção do grupo em fevereiro se mostraram mais positivas, com alguns membros operando com uma oferta acima da cota anunciada. Hoje pela manhã (05), os preços operam em patamares estáveis, conforme a divulgação das metas do PIB chinês gera reações mistas no início da sessão.


Produção da OPEP+ cresce em fevereiro De acordo com pesquisas, a produção da OPEP+ foi marcada por um crescimento de 90 – 110 kbpd entre janeiro e fevereiro, totalizando cerca de 26.680 kbpd. Tal movimentação surpreendeu o mercado, que esperava uma manutenção ou queda do indicador, em meio aos cortes voluntários anunciados no final do ano passado. As pesquisas confirmam também que o Iraque e os Emirados Árabes Unidos produziram acima dos limites produtivos, desincentivando as perspectivas de um melhor alinhamento entre os membros da OPEP. Paralelo a isso, fontes de rastreamento marítimo mostraram que as exportações russas se mantiveram fortes ao longo do início do ano, bem acima dos compromissos com o grupo, totalizando cerca de 3,5 mbpd em fevereiro. Nesse sentido, o mercado deverá monitorar de perto a evolução da oferta dos países membros ao longo dos próximos meses, em meio ao recente anúncio de prolongamento dos cortes voluntários para o segundo trimestre e a confirmação da Rússia de um aumento dos cortes sobre a produção e as exportações do país.

Rússia sofre com novas sanções O anúncio dos novos cortes de produção e exportação pela Rússia ao longo de abril e junho surpreendeu o mercado, que começa a perceber um aumento das cobranças dos membros da OPEP+ em relação ao compromisso do país com a política produtiva do grupo. Conforme confirmado pelo governo, a redução irá variar ao longo dos meses, com o corte efetivo de 471 kbpd da produção ocorrendo em junho. Além dessa maior cobrança pelos membros do grupo, o mercado começa a perceber as dificuldades que a Rússia vem passando em meio às novas sanções norte-americanas contra algumas transportadoras russas e os recentes ataques ucranianos às refinarias do país, que afetaram em menor proporção a produção de combustíveis em algumas regiões. Tal situação permite que, no longo prazo, os cortes russos foquem na parte produtiva e aliviem a frente das exportações, conforme observado nos anúncios recentes.

Definição da redução da produção e exportação pela Rússia

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Fonte: Governo da Rússia. Elaboração: StoneX.

China divulga metas governamentais sobre PIB Na madrugada de hoje, o governo central da China definiu as metas do PIB para 2024 em uma alta de 5%, mantendo inalterado o objetivo frente ao observado no ano anterior. A decisão surpreendeu o mercado, que aguardava metas menos ambiciosas por parte da administração de Xi Jinping, em meio as perspectivas de desaceleração da economia global e as dificuldades que a China vem enfrentando em reaquecer as atividades de alguns setores econômicos do país. Em contrapartida, o governo definiu como meta para o setor industrial uma expansão de 4,5%, valor considerado baixo pelo mercado, contrabalanceado as perspectivas mais otimistas para a economia. No geral, o anúncio trouxe mais incertezas aos agentes financeiros, que tentam compreender o real impacto sobre a economia e a demanda por petróleo e derivados nd gigante asiático.

Petróleo amanhece em alta Hoje pela manhã (05), a sessão abriu em estabilidade, com o contrato do Brent para vencimento em maio/24 operando em USD 82,90 bbl (+0,11%) até as 08h30. A manutenção dos preços reflete as reações mistas em relação à divulgação das metas governamentais chinesas para o PIB em 2024. Paralelo a isso, as incertezas sobre a evolução da oferta da OPEP+ nos próximos meses é outro fator que contribui para a falta de movimentos mais expressivos nesse início de sessão.

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1,916/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,90% na sessão passado, alcançando USD 9,8532/MMBTU.
  • Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 0,89%, alcançando USD 1,933 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,10%, próximos a USD 9,863 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

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