Produção da OPEP+ cresce em fevereiro De acordo com pesquisas, a produção da OPEP+ foi marcada por um crescimento de 90 – 110 kbpd entre janeiro e fevereiro, totalizando cerca de 26.680 kbpd. Tal movimentação surpreendeu o mercado, que esperava uma manutenção ou queda do indicador, em meio aos cortes voluntários anunciados no final do ano passado. As pesquisas confirmam também que o Iraque e os Emirados Árabes Unidos produziram acima dos limites produtivos, desincentivando as perspectivas de um melhor alinhamento entre os membros da OPEP. Paralelo a isso, fontes de rastreamento marítimo mostraram que as exportações russas se mantiveram fortes ao longo do início do ano, bem acima dos compromissos com o grupo, totalizando cerca de 3,5 mbpd em fevereiro. Nesse sentido, o mercado deverá monitorar de perto a evolução da oferta dos países membros ao longo dos próximos meses, em meio ao recente anúncio de prolongamento dos cortes voluntários para o segundo trimestre e a confirmação da Rússia de um aumento dos cortes sobre a produção e as exportações do país.
Rússia sofre com novas sanções O anúncio dos novos cortes de produção e exportação pela Rússia ao longo de abril e junho surpreendeu o mercado, que começa a perceber um aumento das cobranças dos membros da OPEP+ em relação ao compromisso do país com a política produtiva do grupo. Conforme confirmado pelo governo, a redução irá variar ao longo dos meses, com o corte efetivo de 471 kbpd da produção ocorrendo em junho. Além dessa maior cobrança pelos membros do grupo, o mercado começa a perceber as dificuldades que a Rússia vem passando em meio às novas sanções norte-americanas contra algumas transportadoras russas e os recentes ataques ucranianos às refinarias do país, que afetaram em menor proporção a produção de combustíveis em algumas regiões. Tal situação permite que, no longo prazo, os cortes russos foquem na parte produtiva e aliviem a frente das exportações, conforme observado nos anúncios recentes.
Definição da redução da produção e exportação pela Rússia
Fonte: Governo da Rússia. Elaboração: StoneX.
China divulga metas governamentais sobre PIB Na madrugada de hoje, o governo central da China definiu as metas do PIB para 2024 em uma alta de 5%, mantendo inalterado o objetivo frente ao observado no ano anterior. A decisão surpreendeu o mercado, que aguardava metas menos ambiciosas por parte da administração de Xi Jinping, em meio as perspectivas de desaceleração da economia global e as dificuldades que a China vem enfrentando em reaquecer as atividades de alguns setores econômicos do país. Em contrapartida, o governo definiu como meta para o setor industrial uma expansão de 4,5%, valor considerado baixo pelo mercado, contrabalanceado as perspectivas mais otimistas para a economia. No geral, o anúncio trouxe mais incertezas aos agentes financeiros, que tentam compreender o real impacto sobre a economia e a demanda por petróleo e derivados nd gigante asiático.
Petróleo amanhece em alta Hoje pela manhã (05), a sessão abriu em estabilidade, com o contrato do Brent para vencimento em maio/24 operando em USD 82,90 bbl (+0,11%) até as 08h30. A manutenção dos preços reflete as reações mistas em relação à divulgação das metas governamentais chinesas para o PIB em 2024. Paralelo a isso, as incertezas sobre a evolução da oferta da OPEP+ nos próximos meses é outro fator que contribui para a falta de movimentos mais expressivos nesse início de sessão.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1,916/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,90% na sessão passado, alcançando USD 9,8532/MMBTU.
- Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 0,89%, alcançando USD 1,933 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,10%, próximos a USD 9,863 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.