Produção norte-americana opera em queda DOE registra queda dos estoques americanos Pela primeira vez em sete semanas, os estoques de petróleo operaram em alta nos EUA, seguindo caminho diferente ao esperado pelo mercado, mas abaixo do evidenciado pelo API no dia anterior. De acordo com os dados do DOE, a redução das reservas reflete uma queda expressiva das importações da commodity, de 1,73 mbpd, e a continuidade do crescimento da demanda doméstica, que alcançou 15,66 mbpd e se aproximou das máximas históricas dos últimos cinco anos para o período. Paralelo a isso, pela segunda semana seguida, a produção doméstica operou em baixa, auxiliando – em menor medida – a geração de um balanço deficitário da commodity na semana.
No que tange os derivados, a gasolina registrou mais uma semana de queda expressiva dos estoques, de 5,66 milhões de barris, em meio a um avanço relevante das exportações e uma demanda que segue em média com o observado em anos anteriores. As reservas de diesel, por outro lado, operaram com uma alta semanal de 888 mil barris, mostrando comportamento contrário ao mostrado pelo API e das expectativas do mercado, com o balanço superavitário garantido por uma demanda que segue desaquecida e uma recuperação da produção e das importações do combustível.
Rússia ameaça Ucrânia em meio a novos ataques Conforme evidenciado no Diário de Petróleo de ontem, drones ucranianos atacaram três refinarias russas, que somadas totalizam uma capacidade de processamento de 874 kbpd. A unidade de Ryazan e de Novoshakhtinsk foram parcialmente danificadas, gerando uma preocupação em relação a segurança do fornecimento energético na região. Desde janeiro, foi verificado nove ataques promovidos pela Ucrânia a centros de processamento de petróleo da Rússia, fator que vem trazendo pressões por parte da população sobre uma contrapartida do governo central. Diante da situação, o presidente do país, Vladmir Putin, confirmou que a Rússia estaria preparada tecnicamente para uma guerra nuclear no caso de envio de tropas americanas para a Ucrânia, elevando os temores de uma escalada das tensões no Leste Europeu e servindo de suporte às cotações do óleo bruto.
Número de unidades de processamento atacadas na Rússia
Fonte: Platts. Elaboração: StoneX.
IEA registra demanda acima do esperado De acordo com o Relatório Mensal de Petróleo da IEA divulgado hoje, a demanda global de petróleo deve expandir 1,7 mbpd ao longo do primeiro trimestre do ano, valor acima do esperado pela agência nos relatórios anteriores, em meio a uma recuperação acelerada do consumo norte-americano. Além disso, há também uma perspectiva de queda mais significativa da produção global entre o 4T23 e 1T24, em meio aos cortes voluntários da OPEP+ e a redução da produção dos EUA ao longo do mês de janeiro, em meio a chegada das ondas frias em importantes regiões produtoras do país. Apesar das expectativas de um mercado mais apertado para o 1T24, a IEA revisou para baixo em 0,1 mbpd as estimativas de consumo de petróleo para todo o ano de 2024, em meio as perspectivas de desaceleração da economia global e um avanço maior do que o esperado na venda de veículos elétricos ao redor do globo.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1,658/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 2,58% na sessão passado, alcançando USD 9,99957/MMBTU.
- Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 0,48%, alcançando USD 1,666 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,69%, próximos a USD 10,069 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.