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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Petróleo volta a recuar e se encaminha para queda semanal  
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última quinta-feira (11), as cotações de futuros do Brent e WTI encerraram a sessão em queda, com o primeiro sendo cotado a USD 89,74 bbl (-0,82%) e a referência norte-americana a USD 85,02 bbl (-1,38%).

O mercado seguiu refletindo os fatores baixistas dos últimos dias, especialmente o crescimento dos estoques de petróleo nos Estados Unidos e a atualização do CPI do país em março, a qual registrou uma inflação maior do que antecipada e afetou a perspectiva de início do corte de juros pelo Fed. Assim, o petróleo se encaminha para a primeira semana de queda desde o início de março, mas ainda sustentando uma alta de 19% desde o início do ano, apoiado principalmente pelos riscos geopolíticos no Oriente Médio e Leste Europeu.

Hoje (12), o contrato do Brent para vencimento em junho/24 é negociado em torno de USD 90,7 bbl (+1,07%) até as 09h10. Os riscos de uma retaliação do Irã contra Israel chamam atenção do mercado, especialmente conforme forças israelenses se preparam para um possível ataque do país nos próximos dias. Assim, isso se trataria do envolvimento direto do Irã no conflito que se estende desde outubro/23, concretizando os temores de uma escalada da guerra para importantes países produtores de petróleo.


IEA atualiza projeções de 2024 Em nova atualização do relatório de projeções, a IEA revisou negativamente as suas estimativas de consumo global em 130 kbpd, com o crescimento esperado para o ano ficando em 1,2 mbpd. A agência entende que o boost de consumo causado pela demanda represada durante a pandemia está cedendo, citando também o avanço de veículos elétricos e desaceleração da atividade industrial como um dos fatores para o menor do crescimento da demanda. O número diverge bastante daquele estimado pela OPEP+ no início da semana, com o cartel estimando um crescimento de 2,25 mbpd da demanda global em 2024. Outro destaque do relatório da IEA é a revisão das estimativas de processamento de petróleo global, conforme a agência cortou sua projeção de crescimento de 1,2 mbpd para 1 mbpd na atualização de abril, refletindo os ataques às refinarias russas e períodos de manutenção não planejada na Europa.

Importações de petróleo na China recuam De acordo com dados oficiais, as importações de petróleo na China ficaram em 11,6 mbpd em março – volume 6% menor no comparativo com o mesmo mês no ano passado. Apesar da queda anual, o indicador atingiu o maior patamar em sete meses, conforme o país demanda mais petróleo para atender a demanda interna aquecida. Considerando o resultado do primeiro trimestre, o volume importado ficou 0,7% maior do que no 1T23 – período de maior recuperação da demanda interna após o fim das restrições relacionadas à pandemia - com o país aumentando as importações de petróleo russo nos últimos meses. A expectativa do mercado é que as importações sigam aquecidas nos próximos meses, conforme se espera maior atividade das refinarias e aumento do consumo de derivados no segundo trimestre.   

Importações de petróleo na China - mbdp

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Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 1.764/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -001% na sessão passado, alcançando USD 10.67906/MMBTU.
  • Hoje, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -0,57%, alcançando USD 1,754 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 1,05%, próximos a USD 10,791 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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4 de agosto – O índice de referência Dow Jones Industrial Average disparou no fechamento de ontem para terminar quase 700 pontos mais alto, em um fechamento recorde de 53.178 pontos – superando facilmente o topo anterior de quase um mês atrás. O S&P 500 está à beira de seu próprio recorde também, enquanto o índice NASDAQ está aquém das máximas de junho, mas trabalhando em uma forte alta de três sessões. Todos os três apontam para aberturas positivas hoje. A Palantir (uma empresa de software dos EUA) reportou lucros melhores do que o esperado ontem à tarde, após o fechamento, impulsionando o setor de tecnologia, embora uma série de outras empresas também tenha reportado lucros fortes. O título de dez anos continua recuando da máxima de sexta-feira, agora em 4,67%, com o dólar no lado alto do patamar de paridade, enquanto o índice VIX, agora abaixo de 16, mostra volatilidade reduzida.

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