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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Mercado espera novo adiamento para redução dos cortes voluntários pela OPEP+
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última segunda-feira (02), as cotações de futuros do Brent encerraram a sessão estáveis, sendo negociados a USD 71,83  bbl (-0,01%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, cotados a USD 68,10 bbl (-0,15%).

Os preços operaram em alta no início da sessão de ontem em meio à divulgação de dados positivos das atividades industriais na China, gerando a percepção de uma possível recuperação da demanda por petróleo no país. Em contrapartida, o sentimento de que o acordo de cessar-fogo no Líbano se mantém firme mesmo em meio às acusações de violações dos termos acabou pressionando os futuros do óleo bruto ao final do dia.

Hoje pela manhã (03), o contrato do Brent para vencimento em fevereiro/25 é negociado em torno de USD 72,60 bbl (+1,09%) até as 09h00. O maior otimismo acerca da demanda chinesa e as expectativas de um novo adiamento para o início da redução dos cortes voluntários da OPEP+ contribuem para dar suporte aos preços do petróleo.


Mercado aguarda reunião da OPEP+ O mercado segue atento acerca de possíveis atualizações da reunião ministerial da OPEP+, marcada para ocorrer nesta quinta-feira (05). De acordo com algumas fontes anônimas do grupo, as expectativas são de que os membros decidam por um novo adiamento para a redução das cotas voluntárias do grupo, que deve ser iniciado apenas no segundo trimestre de 2025. Ao longo dos últimos meses, a desaceleração do crescimento da demanda global e a redução dos riscos geopolíticos no Oriente Médio vem contribuindo para pressionar as cotações do óleo bruto, com a OPEP+ optando por manter os cortes voluntários do grupo – que somam 2,2 mbpd – por um período maior do que o previsto anteriormente.  

Arábia Saudita deve reduzir preços para Ásia De acordo com pesquisas feitas com refinarias asiáticas, as expectativas são de que a Saudi Aramco reduza de maneira expressiva os preços oficiais de venda (OSP, sigla em inglês) de petróleo para compradores da Ásia, com um corte previsto para janeiro entre 60 e 90 centavos por barril. A medida vem em linha com a percepção de um consumo mais fragilizado no continente, principalmente pela China, com as baixas margens de refino e um mercado de combustíveis desaquecido trazendo pouco incentivo para internalizar o petróleo. Vale destacar, também, que há um entendimento de que a Arábia Saudita deve se posicionar de maneira mais competitiva no mercado ao longo dos próximos meses, buscando um maior marketshare em detrimento de margens maiores, fator que acaba contribuindo para a queda esperada dos OSPs.

TABELA DE COTAÇÕES - FECHAMENTO DO DIA ANTERIOR

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Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.
 

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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4 de agosto – O índice de referência Dow Jones Industrial Average disparou no fechamento de ontem para terminar quase 700 pontos mais alto, em um fechamento recorde de 53.178 pontos – superando facilmente o topo anterior de quase um mês atrás. O S&P 500 está à beira de seu próprio recorde também, enquanto o índice NASDAQ está aquém das máximas de junho, mas trabalhando em uma forte alta de três sessões. Todos os três apontam para aberturas positivas hoje. A Palantir (uma empresa de software dos EUA) reportou lucros melhores do que o esperado ontem à tarde, após o fechamento, impulsionando o setor de tecnologia, embora uma série de outras empresas também tenha reportado lucros fortes. O título de dez anos continua recuando da máxima de sexta-feira, agora em 4,67%, com o dólar no lado alto do patamar de paridade, enquanto o índice VIX, agora abaixo de 16, mostra volatilidade reduzida.

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