Estoques de petróleo nos EUA se mantém em queda Pela oitava semana consecutiva, os dados do DOE apontaram para uma queda dos estoques comerciais de petróleo, que alcançaram o menor valor desde abril/22. O cenário é similar ao observado nas semanas anteriores, conforme o consumo doméstico e externo se mantém bem aquecidos, pressionando as reservas mesmo em um cenário de produção operando em patamares recordes. Além disso, vale destacar que o DOE segue promovendo a política de transferência dos estoques comerciais para as reservas estratégicas (SPR), que alcançaram o maior valor desde novembro/22 em meio ao avanço das compras feitas pelo departamento. Dessa forma, as reservas disponíveis ao mercado acabam sendo pressionadas tanto pela demanda efetiva do produto quanto pela busca do governo norte-americano de garantir a segurança energética do país através da recomposição das SPR.
Na frente dos derivados, o avanço significativo da produção em meio à um fator de utilização aquecido das refinarias – que segue operando acima dos 90 pontos – permitiu uma ampliação dos estoques tanto para o diesel quanto para a gasolina, na ordem de 3,08 milhões e 5,85 milhões de barris, respectivamente. No caso do diesel, o consumo doméstico segue fragilizado, em meio a atividades industriais menos aquecidas, que comprometem o consumo do combustível para escoamento de produtos. Já para a gasolina, mesmo com uma demanda doméstica em linha com a média histórica e exportações aquecidas, o avanço da produção mantém o balanço do energético superavitário.
Prêmios crescem no Oriente Médio De acordo com alguns traders, os prêmios spot para a venda de petróleo no Oriente Médio alcançaram o maior valor desde novembro/22 ao longo dessa semana. A movimentação ocorre em meio à busca pela China e pela Índia nos últimos dias por ampliar as compras de fornecedores da região, com a alta dos custos de fretes para transporte do produto russo gerados pelas sanções americanas desincentivando esses países em adquirir volumes maiores de petróleo fornecido pela Rússia. Essa dificuldade de aquisição do óleo bruto russo no curto prazo – conforme os fornecedores do país tentam se readaptar às sanções aplicadas – acaba por elevar de maneira expressiva os contratos mais próximos, fator que deve se manter conforme essa readequação ocorre.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 4,083/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 2,64% na sessão passado, alcançando USD 9,76157/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 2,95%, alcançando USD 4,085 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,41%, próximos a USD 9,721 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.