Retomada de tarifas americanas Após postergar o prazo para implementação das tarifas contra México e Canadá, o presidente americano Donald Trump indicou que deve reestabelecer a política em março. Relembrando, as tarifas sobre produtos importados desses países – que estão entre os principais parceiros econômicos dos EUA - chegariam a 25%, com alguns produtos energéticos do Canadá, como o petróleo, tendo uma tarifa menor, de 10%. A justificativa do presidente é de que ainda se teria um fluxo elevado de drogas pelas fronteiras com os EUA.
Isso contribuiu para apoiar os contratos conforme as tarifas devem encarecer o petróleo no país, especialmente no curto-prazo, dado que o Canadá é o principal fornecedor sendo importante para o abastecimento de refinarias no Meio-Oeste americano. Os maiores preços do petróleo, por sua vez, devem ser repassados para os combustíveis, contribuindo para pressões inflacionárias por todas as cadeias do país.
Outro destaque seria um novo aumento das tarifas de importação para produtos chineses. Em fevereiro, a administração Trump já havia implementado uma tarifa adicional de 10% sobre a China, mas o presidente afirmou que uma nova tarifa - também de 10% - seria imposta em março. Ainda não se tem sinais de início de negociações comerciais entre os países, com o presidente chinês ainda não respondendo diretamente essas novas medidas, e o governo como um todo tendo aplicado uma medida retaliatória em fevereiro contra alguns produtos.
A preocupação maior é de que o escalonamento da guerra comercial impacte a trajetória de crescimento das duas maiores economias do mundo, dado que os Estados Unidos ainda enfrentam uma inflação mais alta que a meta e taxas de juros elevadas e a China sofre com uma demanda interna menos aquecida. Isso tende a impactar a demanda por petróleo e derivados – conforme o consumo está fortemente atrelado ao crescimento econômico. Dessa forma, os investidores parecem reverter o movimento da sessão anterior ao considerar os impactos macroeconômicos das políticas tarifárias, aumentando a aversão ao risco e deteriorando as perspectivas para o petróleo.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.