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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Políticas de Donald Trump provocam volatilidade para o petróleo
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Na última quinta-feira (27), o contrato mais ativo do Brent encerrou a sessão em alta, sendo negociado a USD 74,04 bbl (+2,08%). O WTI seguiu a mesma trajetória, sendo negociado a USD 70,35 bbl (+2,52%).

Após duas sessões em queda, os contratos voltaram a operar em território positivo conforme políticas da administração Trump mudaram a percepção dos investidores. Destaca-se o possível impacto produtivo na Venezuela após a intenção do presidente em revogar licenças de empresas no país e a possível retomada das tarifas americanas com as importações de petróleo canadense a partir de março.  Entretanto, essa alta dos preços já vem sendo revertida nessa sexta-feira.

Hoje pela manhã (28), o contrato do Brent para vencimento em maio/25 é negociado em torno de USD 72,73 bbl (-1,16%) até as 09h15. A maior aversão ao risco pressiona o petróleo, com investidores temerosos sobre os impactos econômicos das políticas tarifárias de Donald Trump. Assim, o petróleo deve acumular queda de quase 5% em fevereiro, revertendo os avanços dos últimos meses.


Retomada de tarifas americanas Após postergar o prazo para implementação das tarifas contra México e Canadá, o presidente americano Donald Trump indicou que deve reestabelecer a política em março. Relembrando, as tarifas sobre produtos importados desses países – que estão entre os principais parceiros econômicos dos EUA - chegariam a 25%, com alguns produtos energéticos do Canadá, como o petróleo, tendo uma tarifa menor, de 10%. A justificativa do presidente é de que ainda se teria um fluxo elevado de drogas pelas fronteiras com os EUA. 

Isso contribuiu para apoiar os contratos conforme as tarifas devem encarecer o petróleo no país, especialmente no curto-prazo, dado que o Canadá é o principal fornecedor sendo importante para o abastecimento de refinarias no Meio-Oeste americano. Os maiores preços do petróleo, por sua vez, devem ser repassados para os combustíveis, contribuindo para pressões inflacionárias por todas as cadeias do país.

Outro destaque seria um novo aumento das tarifas de importação para produtos chineses. Em fevereiro, a administração Trump já havia implementado uma tarifa adicional de 10% sobre a China, mas o presidente afirmou que uma nova tarifa - também de 10% - seria imposta em março. Ainda não se tem sinais de início de negociações comerciais entre os países, com o presidente chinês ainda não respondendo diretamente essas novas medidas, e o governo como um todo tendo aplicado uma medida retaliatória em fevereiro contra alguns produtos. 

A preocupação maior é de que o escalonamento da guerra comercial impacte a trajetória de crescimento das duas maiores economias do mundo, dado que os Estados Unidos ainda enfrentam uma inflação mais alta que a meta e taxas de juros elevadas e a China sofre com uma demanda interna menos aquecida. Isso tende a impactar a demanda por petróleo e derivados – conforme o consumo está fortemente atrelado ao crescimento econômico. Dessa forma, os investidores parecem reverter o movimento da sessão anterior ao considerar os impactos macroeconômicos das políticas tarifárias, aumentando a aversão ao risco e deteriorando as perspectivas para o petróleo.

TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

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