Demanda americana atinge recorde em janeiro De acordo com os dados publicados pelo DOE, a demanda por petróleo nos EUA atingiu em janeiro o maior valor da série histórica, totalizando 20,7 mbpd. O resultado reflete o aumento do consumo pelas refinarias domésticas para produção de diesel ao longo do período, com a demanda do combustível para calefação de ambientes avançando em meio à chegada de temperaturas mais frias em diversas regiões do país. Paralelo a isso, foi observado uma produção de gasolina em alta, contribuindo para um fator de utilização dos centros de processamento maior. Paralelo a isso, a produção da commodity atingiu o menor volume desde fevereiro/24, situando-se em 13,1 mbpd, apesar de ser considerado um volume alto de petróleo produzido pelo país, que vem voltando a ampliar a sua oferta em meio ao avanço da extração pelo xisto. Os dados evidenciaram um balanço mais apertado da commodity no mercado norte-americano ao longo dos primeiros meses de 2025, auxiliando nas altas registradas ontem.
PMI industrial da China em alta De acordo com os dados divulgados pela Caixin, o PMI industrial da China alcançou 51,2 pontos em março, valor acima das estimativas do mercado (50,6). Vale destacar que qualquer valor acima de 50 pontos indicado expansão, evidenciando um setor industrial mais aquecido no país. O avanço é explicado pelo aumento dos volumes de novos pedidos, principalmente para exportação, influenciando em um crescimento da produção de bens. Ainda assim, há um receio por parte do mercado de que essa expansão tenha sido influenciada por uma antecipação das compras de importadores norte-americanos, que tentam evitas as tarifas sobre alguns produtos chineses. Vale destacar que as perspectivas sobre a evolução da economia chinesa ainda são incertas, dado que, apesar dos anúncios de novos pacotes de incentivo econômico por parte do governo central, o país sofre com um processo deflacionário e uma demanda desaquecida no mercado doméstico. Dessa forma, o mercado deve manter um monitoramento próximo dos indicadores de importação e refino de petróleo pelo mercado chinês, que até o momento entregam sinais mistos sobre o futuro do consumo da commodity.
Cazaquistão sofre com problemas no oleoduto CPC De acordo com fontes da indústria cazaque, as exportações de petróleo do país devem reduzir ao longo das próximas semanas em meio à necessidade de novos reparos ao oleoduto CPC, que conecta o principal campo de petróleo do Cazaquistão (Tengiz) aos terminais marítimos da Rússia. Vale destacar que, em março, a produção de petróleo cazaque atingiu 2,17 mbpd, maior valor registrado desde o início da série histórica, guiado principalmente pela ampliação da extração por Tengiz, fator que gerou uma certa insatisfação dos países da OPEP+, visto que o Cazaquistão produzindo volumes acima das cotas produtivas limitadas pelo grupo. A expectativa de redução dos fluxos cazaques ao longo das próximas semanas acaba gerando a percepção de balanços regionais da commodity mais apertados no curto prazo.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 4,119/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 1,51% na sessão passado, alcançando USD 8,89406/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -0,85%, alcançando USD 4,084 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,27%, próximos a USD 8,918 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.