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Diário de Petróleo

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Países da OPEP apresentam plano compensatório
 
Bruno Cordeiro
Isabela Garcia

Ontem (15), o contrato mais ativo do Brent operou em queda, sendo negociado a USD 64,67 bbl (-0,32%). O WTI seguiu a mesma trajetória, sendo negociado a USD 61,33 bbl (-0,33%).

Os contratos reagiram as novas projeções da IEA, a qual reduziu a perspectiva de crescimento da demanda global em 2025, além de aumentar as previsões de oferta da commodity, implicando em um balanço menos apertado. Entretanto, as incertezas envolvendo as tarifas, com mercado aguardando novos movimentos dos Estados Unidos e China, limitam grandes variações dos preços. 

Hoje pela manhã (16), o contrato do Brent para vencimento em junho/25 é negociado em torno de USD 65,15 bbl (+0,74%) até as 09h25. Alguns fatores apoiam a recuperação dos contratos, como o crescimento da economia chinesa no primeiro trimestre e a divulgação de novos planos compensatórios da OPEP+. Todavia, as incertezas da guerra comercial, com tensões entre Estados Unidos e China bastante elevadas, seguem influenciando as cotações do óleo bruto.


China aumenta processamento de petróleo Após registrar um aumento das importações em março, o indicador de processamento de petróleo também seguiu expandindo no mês, atingindo 14,91 mbpd – o maior valor em 12 meses. Esse crescimento da demanda por petróleo no país parece influenciado pelo melhor desempenho da economia chinesa como um todo, com o PIB avançando 5,4% no primeiro trimestre apesar do acirramento da guerra comercial com os Estados Unidos. Para os próximos meses, especialmente abril, a expectativa é de uma queda do indicador de processamento em meio o período de manutenção programada das refinarias estatais, além dos impactos das tarifas anunciadas no início do mês poderem ter efeito maior no curto prazo.    

API registra alta dos estoques De acordo com o API, as reservas de petróleo nos Estados Unidos avançaram 2,4 milhões de barris na última semana, valor bastante acima daquele estimado por outros agentes. Em geral, essa alta pode estar relacionada a manutenção da demanda doméstica das refinarias, com a produção se mantendo em patamares elevados. Para os derivados, observa-se uma forte queda dos estoques tanto para a gasolina (-3 milhões de barris) quanto o diesel (-3,15 milhões de barris). Essa deterioração dos estoques de combustíveis deve refletir a menor produção no período, podendo ser reforçado pela recuperação da demanda interna. 

OPEP registra novos planos compensatórios Iraque, Cazaquistão e outros cinco países membros da OPEP+ que haviam se comprometido com os cortes voluntários submeteram novos planos compensatórios devido o não cumprimento das cotas. De acordo com o comunicado do grupo, os cortes em abril somariam 222 kbpd, 378 kbpd em maio e 431 kbpd em junho, com outros cortes mensais nos próximos doze meses até junho/26. Iraque quanto Cazaquistão são os dois países com maior plano de compensação, na ordem de 1,93 mbpd e 1,29 mbpd respectivamente, uma vez que esses agentes foram os que mais descumpriram com seus cortes voluntários desde que foram implementados. A notícia contribuiu para apoiar as cotações, mas ainda se tem receios de que esses players sigam falhando em cumprir com seus planos compensatórios.     

Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,329/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,32% na sessão passado, alcançando USD 7,69573/MMBTU.
  • No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -1,32%, alcançando USD 3,285 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,84%, próximos a USD 7,760 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.

  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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