China reduz compra de petróleo russo De acordo com os dados divulgados pelo GACC, apesar do volume aquecido de importações de petróleo pela China em abril, foi registrado uma redução das aquisições da commodity fornecida pela Rússia, de 5,8% no comparativo mensal e de 12,9% frente ao mesmo período do ano passado, totalizando 2,08 mbpd. Vale destacar que a queda no comparativo mensal reflete principalmente a diminuição das internalizações chinesas como um todo, conforme o mês de março atingiu o melhor desempenho desde agosto/23, com outros importantes fornecedores, como Arábia Saudita e Iraque, reduzindo o volume destinado ao mercado chinês, na ordem de 12,8% e 17,1%, respectivamente. Outro ponto de atenção se dá no fato de que, conforme evidenciado pelo NBS ontem, o volume processado pelas refinarias chinesas operou em baixa em abril, evidenciando, possivelmente, que a manutenção de internalizações aquecidas no país reflete um processo de reconstrução de estoques. Para mais informações sobre o mercado chines, acesse o Relatório Mensal de Petróleo da StoneX.
Incertezas sobre Leste Europeu Ontem, ao final da manhã, o presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou que a Rússia e a Ucrânia iniciariam “imediatamente” novas negociações de cessar-fogo. A afirmação veio após conversa telefônica com o presidente russo, Vladimir Putin, quando Trump também comentou sobre um interesse em ampliar os fluxos comerciais entre Moscou e Washington. Apesar de, inicialmente, a movimentação do governo norte-americano ter pressionado as cotações do petróleo – conforme as expectativas de que um acordo resultaria no fim das sanções ao óleo bruto exportado pela Rússia –, foi observado que, ao longo do dia, os investidores se mantiveram mais cautelosos em relação à possibilidade de uma maior entrada de barris pelo país do Leste Europeu. Tal cuidado ocorre pelo fato de que, nas últimas semanas, o governo russo vem adiando as negociações com a Ucrânia, em meio às recentes conquistas territoriais promovidas pelo exército russo, lançando, inclusive, o maior ataque de drones desde o início da guerra ao longo do último final de semana. Nesse sentido, parte das apostas do mercado seguem de uma continuação dos conflitos na região, com países europeus estudando, inclusive, uma redução do “price cap” estabelecido pelo G7, de USD 60 bbl para USD 50 bbl, em meio às quedas recentes das referências do petróleo.
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,113/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 0,20% na sessão passado, alcançando USD 7,79926/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 2,31%, alcançando USD 3,185 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,53%, próximos a USD 7,758 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.