Produtores canadenses sofrem com incêndios Conforme confirmado por autoridades canadenses, a chegada de incêndios florestais na província de Alberta – principal região produtora de petróleo do Canadá – afetou cerca de 7% (344 kbpd) da produção da commodity do país. Os impactos do evento climático acabaram por causar uma evacuação em massa da região, afetando a produção de petróleo através das areias betuminosas, modelo não convencional que predomina no Canadá. Vale destacar que o país da América do Norte é um dos principais fornecedores de óleo bruto no mundo, produzindo cerca de 4,9 mbpd e escoando aproximadamente 70% de toda a sua produção para os EUA, fator que gera receios sobre a disponibilidade da commodity para as refinarias norte-americanas. Ao longo dos próximos dias, o mercado deve seguir monitorando a situação da oferta canadense, com um possível avanço da disrupção produtiva afetando os futuros do petróleo.
Negociações sobre acordo nuclear travam Ao longo dos últimos dias, o mercado vem observando dificuldades entre o governo dos EUA e do Irã para avançar com as negociações de um novo acordo nuclear. De acordo com fontes jornalísticas, um diplomata iraniano confirmou ontem que o país do Oriente Médio vem negando as demandas feitas pelos norte-americanos para consolidação do acordo, principalmente em relação ao nível máximo de enriquecimento de urânio para o programa energético do Irã. Nas últimas semanas, as expectativas dos investidores em relação à um maior alinhamento entre Washington e Teerã vinham crescendo, conforme o mercado apostava que o governo iraniano promoveria um novo acordo nuclear como “moeda de troca” pelo fim das sanções sobre as exportações de petróleo e derivados do país. A redução do otimismo acerca das discussões acaba por entregar suporte aos preços do óleo bruto, conforme as expectativas sobre uma manutenção das sanções sobre os produtos energéticos fornecidos pelo Irã passam a influenciar as cotações da commodity.
Petrobras reajusta gasolina A No Brasil, a Petrobras anunciou um reajuste negativo de R$ 0,17/L nos preços de venda da gasolina A, linear para todas as praças, a partir de hoje (03). No geral, desde o início de abril, era observado uma defasagem ampla entre os preços no mercado internacional e no mercado doméstico, com essa janela se mantendo aberta em meio às fortes quedas nos preços da gasolina e uma valorização do real. Nos cálculos da StoneX, após a mudança, os preços praticados no exterior e no mercado interno se mantém relativamente em linha, com um espaço para reajuste negativo em R$ 0,013/L (+0,5%).
Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,694/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 2,95% na sessão passado, alcançando USD 7,69097/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 0,32%, alcançando USD 3,706 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,50%, próximos a USD 7,729 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE, S&P, StoneX.