Ontem, dia 20, o contrato mais ativo do Brent fechou em alta, posicionando-se em USD 66,8 bbl (+1,6%). Os futuros do WTI, por sua vez, acompanharam o movimento, alcançando USD 63,2 bbl (+1,38%).
Os futuros do petróleo voltaram a operar próximo dos USD 67 bbl, com a forte queda dos estoques da commodity nos EUA gerando receios sobre a manutenção de um balanço norte-americano mais apertado ao longo dos próximos meses.
Hoje pela manhã (21), o contrato do Brent para vencimento em outubro de 2025 é negociado em torno de USD 67,2 bbl (+0,5%) até as 08h50. As incertezas ao redor de um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia em um horizonte de curto prazo passa a suportar os preços do petróleo, com os prêmios de risco de oferta no Leste Europeu voltando a crescer.
DOE registra forte queda dos estoques nos EUA
De acordo com os dados divulgados pelo DOE, os estoques comerciais de petróleo nos EUA caíram 6 milhões de barris na semana passada, volume superior ao apontado pelo API e pelas estimativas do mercado. A forte redução das reservas refletiu principalmente o avanço semanal expressivo das exportações da commodity, em 795 kbpd (+22%), com o indicador atingindo o maior valor desde meados de junho.
Paralelo a isso, a demanda doméstica se manteve firme, acima dos 17 mbpd, sendo o melhor resultado em três meses, com o fator de utilização das refinarias se posicionando ao redor dos 96,6 pontos. Apesar de haver, nesse período, uma tendência sazonal de recuo dos estoques norte-americanos, observa-se que o nível de estocagem segue significativamente abaixo da média de cinco anos, auxiliando no suporte às cotações do óleo bruto.
Os estoques de gasolina acompanharam a movimentação do petróleo, com uma queda semanal de 2,7 milhões de barris. Essa é a quinta semana consecutiva de redução dos estoques do combustível, respeitando a sazonalidade para o período, com a tendência se mantendo de uma deterioração do indicador até início de novembro. Vale destacar, no entanto, que os altos níveis de exportação do combustível permitiram, nessa semana, um recuo mais acelerado frente ao observado em anos anteriores, sendo um ponto de atenção para o mercado.
No caso do diesel, o DOE vem registrando uma recuperação expressiva dos estoques do combustível, indo de 103 milhões de barris no início de julho para 116 milhões de barris nessa semana. Ainda assim, é importante frisar que essa recuperação das reservas é justificada principalmente pelo fator de utilização aquecido das refinarias, com a produção de diesel atingindo um recorde anual, de 5,33 mbpd. Inclusive, o relatório do DOE mostrou um novo fôlego para o consumo do derivado fóssil nos EUA< atingindo o maior valor desde início de julho.
StoneX revisa projeções de consumo de diesel para 2025
Hoje pela manhã, a Inteligência de Mercado da StoneX publicou a sua sexta revisão das estimativas de demanda de diesel B, diesel A e biodiesel no Brasil em 2025.
Apesar das expectativas ao redor de uma demanda mais aquecida pelo setor agrícola ao longo do segundo semestre – com o período final da colheita do milho safrinha e o início do plantio da soja estimulando um aumento do transporte de insumos aos campos –, há um entendimento de que o mercado brasileiro possa apresentar, ao longo dos próximos meses, atividades industriais mais arrefecidas, com a manutenção das tarifas norte-americanas podendo acarretar redução dos estímulos à uma maior oferta industrial.
Por conta das expectativas de uma menor demanda industrial, a StoneX promoveu uma leve redução das suas estimativas de crescimento das vendas de diesel B em 2025, de 3% para 2,7%, totalizando 69,1 milhões de m³. Para acessar a análise completa, clique aqui.
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 2,752/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 1,60% na sessão passado, alcançando USD 7,95396/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 1,67%, alcançando USD 2,798 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,87%, próximos a USD 8,023 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE. Elaboração: StoneX.