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Diário de Petróleo

By: Isabela Garcia, Market Intelligence Analyst

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Possível aumento produtivo da OPEP+ pressiona petróleo

Ontem, dia 02, o contrato mais ativo do Brent fechou em alta, posicionando-se em USD 69,53 bbl (+1,45%). Os futuros do WTI, por sua vez, acompanharam o movimento, alcançando USD 65,59 bbl (+2,47%).

Os futuros do petróleo atingiram o maior patamar em quase 4 semanas, conforme preocupações envolvendo a oferta global da commodity, especialmente em um contexto de queda dos estoques em algumas regiões, apoiaram o sentimento altista dos investidores. 

Hoje pela manhã (03), o contrato do Brent para vencimento em novembro de 2025 é negociado em torno de USD 68 bbl (-1,65%) até as 08h50. Os preços revertem os ganhos da sessão anterior conforme circulam rumores de que a OPEP poderia anunciar um novo aumento produtivo na próxima reunião do grupo.

Produção de petróleo em julho De acordo com a ANP, a produção de petróleo atingiu o maior patamar da série em julho, estando em 3,95 mbpd. O volume supera a média de jul/24 em quase 22%, indicando que os fortes investimentos em exploração e produção, liderados pela Petrobras, mas que também registrou alta por outras companhias que atuam no país, tem levado a uma melhor produtividade dos campos de petróleo, especialmente no pré-sal. Assim, quando se considera o volume acumulado no ano, a média de 2025 está em 3,65 mbpd – um crescimento de 8,5% frente o ano anterior (+287 kbpd).

A evolução da oferta brasileira esse ano coloca o país entre os produtores que mais devem adicionar barris no mercado em 2025, com a tendência observada até julho devendo se aprofundar nos próximos meses. Isso porque o início da operação de FPSOs entre o segundo e terceiro trimestre em campos do pré-sal e outras plataformas já estabelecidas devem ampliar a taxa de utilização, aumentando a produtividade de extração de óleo bruto. Logo, dada as restrições de processamento no mercado interno, espera-se que esse volume adicional siga fortalecendo as exportações de petróleo do país.  

Evolução da oferta de petróleo – mbpd

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Fonte: ANP. Elaboração: StoneX.

Estados Unidos aumentam sanções contra o Irã O departamento do Tesouro americano estendeu sanções contra o Irã, abrangendo uma rede de companhias marítimas e navios que participavam do comércio de petróleo do país e fraudavam a origem desse óleo como produto do Iraque. Desde a estagnação de negociações sobre o projeto nuclear iraniano em junho – quando se teve a guerra de 12 dias entre Irã e Israel – a administração Trump tem aumentado as pressões sobre o país ao tentar atingir os agentes que participam da logística das exportações de petróleo. A nova leva de sanções contribuiu para apoiar os contratos do petróleo na sessão, mas vale destacar que mesmo com as restrições impostas pela Casa Branca, o comércio de petróleo do Irã segue recuperando, especialmente escoando esse produto para países asiáticos. 

Reunião da OPEP+ e aumento produtivo do grupo De acordo com fontes do mercado, a OPEP estaria considerando um novo aumento produtivo na próxima reunião no grupo no domingo (7). A medida reflete a busca da OPEP em recuperar market-share, com a estratégia de reduzir a oferta não vem apresentando ganhos via preços, com o contrato do Brent recuando quase 7,4% desde o início do ano. Todavia, uma nova flexibilização das cotas produtivas significa que a OPEP passaria a adiantar o fim dos volumes compulsórios, que somam 1,65 mbpd e que deveria se encerrar apenas ao final de 2026 – conforme os cortes produtivos voluntários já foram completamente revertidos em reuniões anteriores.  

Apesar das fontes indicarem essa possibilidade, o aumento das cotas produtivas ainda é incerto, todavia o mercado já reage a esse movimento, com os contratos recuando novamente. Vale destacar que mesmo com as projeções de superávit do balanço de petróleo, redução dos estoques em importantes centros demandantes – especialmente os Estados Unidos  - e conflitos geopolíticos, especialmente envolvendo a Rússia, seguiram apoiando o petróleo nas últimas semanas.

  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,009/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 1,45% na sessão passado, alcançando USD 8,22766/MMBTU.
  • No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -0,66%, alcançando USD 2,989 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -1,94%, próximos a USD 8,068 MMBTU.

TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: NYMEX, ICE. Elaboração: StoneX.
  • Energia

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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4 de agosto – O índice de referência Dow Jones Industrial Average disparou no fechamento de ontem para terminar quase 700 pontos mais alto, em um fechamento recorde de 53.178 pontos – superando facilmente o topo anterior de quase um mês atrás. O S&P 500 está à beira de seu próprio recorde também, enquanto o índice NASDAQ está aquém das máximas de junho, mas trabalhando em uma forte alta de três sessões. Todos os três apontam para aberturas positivas hoje. A Palantir (uma empresa de software dos EUA) reportou lucros melhores do que o esperado ontem à tarde, após o fechamento, impulsionando o setor de tecnologia, embora uma série de outras empresas também tenha reportado lucros fortes. O título de dez anos continua recuando da máxima de sexta-feira, agora em 4,67%, com o dólar no lado alto do patamar de paridade, enquanto o índice VIX, agora abaixo de 16, mostra volatilidade reduzida.

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