Ontem, dia 02, o contrato mais ativo do Brent fechou em alta, posicionando-se em USD 69,53 bbl (+1,45%). Os futuros do WTI, por sua vez, acompanharam o movimento, alcançando USD 65,59 bbl (+2,47%).
Os futuros do petróleo atingiram o maior patamar em quase 4 semanas, conforme preocupações envolvendo a oferta global da commodity, especialmente em um contexto de queda dos estoques em algumas regiões, apoiaram o sentimento altista dos investidores.
Hoje pela manhã (03), o contrato do Brent para vencimento em novembro de 2025 é negociado em torno de USD 68 bbl (-1,65%) até as 08h50. Os preços revertem os ganhos da sessão anterior conforme circulam rumores de que a OPEP poderia anunciar um novo aumento produtivo na próxima reunião do grupo.
Produção de petróleo em julho De acordo com a ANP, a produção de petróleo atingiu o maior patamar da série em julho, estando em 3,95 mbpd. O volume supera a média de jul/24 em quase 22%, indicando que os fortes investimentos em exploração e produção, liderados pela Petrobras, mas que também registrou alta por outras companhias que atuam no país, tem levado a uma melhor produtividade dos campos de petróleo, especialmente no pré-sal. Assim, quando se considera o volume acumulado no ano, a média de 2025 está em 3,65 mbpd – um crescimento de 8,5% frente o ano anterior (+287 kbpd).
A evolução da oferta brasileira esse ano coloca o país entre os produtores que mais devem adicionar barris no mercado em 2025, com a tendência observada até julho devendo se aprofundar nos próximos meses. Isso porque o início da operação de FPSOs entre o segundo e terceiro trimestre em campos do pré-sal e outras plataformas já estabelecidas devem ampliar a taxa de utilização, aumentando a produtividade de extração de óleo bruto. Logo, dada as restrições de processamento no mercado interno, espera-se que esse volume adicional siga fortalecendo as exportações de petróleo do país.
Evolução da oferta de petróleo – mbpd

Fonte: ANP. Elaboração: StoneX.
Estados Unidos aumentam sanções contra o Irã O departamento do Tesouro americano estendeu sanções contra o Irã, abrangendo uma rede de companhias marítimas e navios que participavam do comércio de petróleo do país e fraudavam a origem desse óleo como produto do Iraque. Desde a estagnação de negociações sobre o projeto nuclear iraniano em junho – quando se teve a guerra de 12 dias entre Irã e Israel – a administração Trump tem aumentado as pressões sobre o país ao tentar atingir os agentes que participam da logística das exportações de petróleo. A nova leva de sanções contribuiu para apoiar os contratos do petróleo na sessão, mas vale destacar que mesmo com as restrições impostas pela Casa Branca, o comércio de petróleo do Irã segue recuperando, especialmente escoando esse produto para países asiáticos.
Reunião da OPEP+ e aumento produtivo do grupo De acordo com fontes do mercado, a OPEP estaria considerando um novo aumento produtivo na próxima reunião no grupo no domingo (7). A medida reflete a busca da OPEP em recuperar market-share, com a estratégia de reduzir a oferta não vem apresentando ganhos via preços, com o contrato do Brent recuando quase 7,4% desde o início do ano. Todavia, uma nova flexibilização das cotas produtivas significa que a OPEP passaria a adiantar o fim dos volumes compulsórios, que somam 1,65 mbpd e que deveria se encerrar apenas ao final de 2026 – conforme os cortes produtivos voluntários já foram completamente revertidos em reuniões anteriores.
Apesar das fontes indicarem essa possibilidade, o aumento das cotas produtivas ainda é incerto, todavia o mercado já reage a esse movimento, com os contratos recuando novamente. Vale destacar que mesmo com as projeções de superávit do balanço de petróleo, redução dos estoques em importantes centros demandantes – especialmente os Estados Unidos - e conflitos geopolíticos, especialmente envolvendo a Rússia, seguiram apoiando o petróleo nas últimas semanas.
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,009/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 1,45% na sessão passado, alcançando USD 8,22766/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -0,66%, alcançando USD 2,989 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -1,94%, próximos a USD 8,068 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: NYMEX, ICE. Elaboração: StoneX.