Ontem, dia 20, o contrato mais ativo do Brent fechou em queda, posicionando-se em USD 61,01 bbl (-0,46%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 57,52 bbl (-0,03%).
O petróleo segue pressionado pelas perspectivas de mercado sobreofertado, com dados do mercado físico concretizando essas projeções. Além disso, as tensões entre China e Estados Unidos e retomada de negociações sobre o Leste Europeu também atuam sobre os preços da commodity,
Hoje pela manhã (21), o contrato do Brent para vencimento em dezembro de 2025 é negociado em torno de USD 61,38 bbl (+0,61%) até as 09h10. Os fatores baixistas seguem pressionando as cotações, mas investidores ponderam as quedas recentes enquanto aguardam atualizações sobre a Casa Branca, tanto em relação as negociações com a China quanto com Rússia e Ucrânia.
Petrobras reajusta valores da gasolina A
No Brasil, a Petrobras reduziu o preço da gasolina A em R$0,14/L, refletindo a manutenção da abertura da paridade com os preços internacionais, observada de forma consistente desde o início de setembro. Esse foi o segundo reajuste da estatal em 2025, acumulando uma queda de R$0,30/L em relação ao mesmo período do ano passado. A decisão foi apoiada pela valorização do real e pela deterioração dos preços internacionais do petróleo e derivados, fatores que têm sustentado essas revisões.
Apesar do corte, a StoneX estima que a paridade ainda permanece aberta, com uma diferença de aproximadamente R$0,18/L frente às cotações internacionais na manhã desta terça-feira (21). O movimento reforça a postura cautelosa da Petrobras, cujo novo modelo de precificação prioriza ajustes pontuais e menos frequentes. Caso as cotações internacionais permaneçam em níveis mais baixos até o final do ano, novos reajustes não estão descartados — especialmente diante da elevação do ICMS sobre a gasolina prevista para janeiro (+R$0,10/L). Ainda assim, o cenário é incerto, pois a companhia reitera que diversos outros fatores influenciam a formação de seus preços.
Para o consumidor, o impacto direto deve ser uma redução de até R$0,09/L no preço da gasolina C, tornando o combustível ainda mais competitivo em relação ao etanol hidratado e favorecendo um maior consumo do derivado fóssil no mix. Além disso, o novo reajuste tende a conter o avanço das importações de gasolina A nos próximos meses, embora não elimine totalmente a atratividade dos preços externos.
Taxa de refino na China
Dados oficiais mostram que a taxa de refino chinesa aumentou em setembro para 15,32 milhões de barris por dia (mbpd), alta de 4,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O crescimento reflete o aumento do fator de utilização das refinarias para atender à demanda durante a Golden Week, um dos maiores feriados do país, além de uma redução das paradas para manutenção no período. Analistas atribuem o desempenho ao setor de turismo e serviços, que impulsionam o consumo de combustíveis entre o verão e o outono.
Entre janeiro e setembro, a média de refino atingiu 14,79 mbpd, avanço de 3,7% em relação a 2024. Ainda assim, a economia chinesa mostra sinais de desaceleração, com projeções de crescimento do PIB em 4,8% no terceiro trimestre, ligeiramente abaixo da meta oficial. Parte do volume processado pode ter sido direcionado para formação de estoques estratégicos, em resposta ao cenário econômico mais fraco. No geral, a China continua ampliando seu consumo de petróleo e derivados, mas em ritmo mais moderado, com o aumento do refino não absorvendo totalmente as importações — reforçando a percepção de que o país mantém uma estratégia ativa de estocagem.
Mais de um bilhão de barris em trânsito
Segundo dados de uma empresa de monitoramento marítimo, há atualmente mais de 1,24 bilhão de barris de petróleo em trânsito, já excluídos os volumes de tanques de armazenamento flutuante. O número é superior ao registrado em 2020 e reforça as expectativas de um superávit expressivo no quarto trimestre.
Esse aumento reflete tanto as novas rotas comerciais, que ampliam as distâncias entre produtores e consumidores, quanto os sinais de excesso de oferta, com dificuldades crescentes para a colocação das cargas. Diante disso, as projeções de superávit global próximas de 4 mbpd, segundo estimativas da IEA, ganham força. O movimento já impacta os preços futuros, com o mercado migrando de uma estrutura de backwardation para contango pela primeira vez desde janeiro — evidenciando a pressão baixista sobre o petróleo.
- Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em alta, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,397/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -0,46% na sessão passado, alcançando USD 7,26019/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 1,41%, alcançando USD 3,445 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,77%, próximos a USD 7,316 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.