Ontem, dia 12, o contrato mais ativo do Brent fechou com quedas expressivas, posicionando-se em USD 62,71 bbl (-3,76%). Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 58,49 bbl (-4,18%).
Os futuros do petróleo foram amplamente pressionados pelas revisões da OPEP+ sobre as suas estimativas para o balanço global de petróleo em 2026, passando a estimar um leve superávit ao longo do próximo ano. Nesse sentido, o grupo passou a acompanhar a tendência projetada pela IEA e pela EIA, com os investidores ampliando as suas apostas de recuo dos preços da commodity nos próximos meses.
Hoje pela manhã (13), o contrato do Brent para vencimento em janeiro de 2026 é negociado em torno de USD 63,1 bbl (+0,65%) até as 09h10. O fim do shutdown do governo norte-americano auxilia na recuperação das cotações do petróleo, com o mercado mostrando um maior apetite por riscos. Agora, as atenções dos investidores devem se voltar para o relatório semanal do Departamento de Energia dos EUA, que trará novas informações sobre o balanço de petróleo e derivados nos EUA.
OPEP+ muda tendência nas suas projeções de balanço
Ao longo da sessão passada, as cotações do petróleo voltaram a recuar de maneira mais expressiva, influenciada principalmente pela divulgação do relatório mensal da OPEP+. Nessa edição, o grupo revisou as suas estimativas de demanda global em 2026 para baixo em 0,1 mbpd, projetando um avanço menor do consumo em meio à desaceleração do crescimento das atividades econômicas em algumas regiões do globo.
Paralelo a isso, o grupo ajustou que a demanda pela commodity ofertada pela OPEP+ deve atingir cerca de 43 mbpd, dando a indicação de que o balanço global deve contar com um superávit pequeno, de 0,02 mbpd. No relatório anterior, o grupo esperava um superávit em 0,05 mbpd, de modo que a atualização evidenciou que o bloco produtivo passou a seguir a tendência projetada pelo DOE e pela IEA.
Vale destacar que as duas casas também atualizaram as suas projeções entre ontem e hoje. Enquanto o relatório STEO, do DOE, revisou para cima as suas projeções de produção em 0,2 mbpd e de consumo em 0,1 mbpd – ampliando, consequentemente, o superávit esperado –, a IEA trouxe uma tendência de um balanço ainda mais confortável frente às estimativas anteriores, com o superávit aumentando para 4,1 mbpd em 2026 – frente aos 3,97 mbpd projetados em outubro.
Projeções de balanço global de petróleo para 2026 – mbpd

Fonte: OPEP, IEA, DOE. Elaboração: StoneX.
Nesse sentido, as três principais referências do mercado passaram a estimar um balanço menos apertado da commodity, abrindo espaço para o recuo dos preços. Agora, o mercado deve se manter atento à essa relação entre oferta e demanda nos próximos meses, com novas evidências de uma entrada maior de barris no mercado podendo estender a tendência baixista das cotações.
API registra alta dos estoques de petróleo nos EUA
Hoje, os preços do petróleo devem ser influenciados pelos dados semanais do DOE, que será divulgado hoje, as 14h00 (horário de Brasília).
De acordo com as informações divulgadas pelo API, os estoques norte-americanos de petróleo apresentaram um avanço semanal de 1,3 milhão de barris – volume levemente abaixo das estimativas do mercado, de 2 milhões de barris. O avanço dos níveis de estocagem ocorre a despeito de um avanço do fator de utilização das refinarias (+2,7 p.p.) e um recuo das importações – o que pode refletir, em última instância, uma produção maior ou um menor volume de produto exportado para outras regiões.
Evolução dos estoques de petróleo e derivados nos EUA

Fonte: API, Refinitiv. Elaboração: StoneX.
No que tange os derivados, houve movimentos mistos, com as reservas de diesel acompanhando as altas do petróleo, em 944 mil barris, ao passo que a gasolina apresentou uma trajetória baixista, em 1,38 milhão de barris. O mercado deve se manter mais atento à evolução dos estoques de ambos os combustíveis, conforme a manutenção das quedas das reservas ao longo da semana passada relatada pelo DOE influenciou em um avanço expressivo do crack-spread da gasolina e do diesel.
- Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 4,533/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -3,76% na sessão passado, alcançando USD 7,46249/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -0,84%, alcançando USD 4,495 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,51%, próximos a USD 7,501 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.