
Petróleo recua com agentes precificando crescimento da oferta
Ontem, dia 11, o contrato mais ativo do Brent fechou com queda de 1,49%, posicionando-se em USD 61,28 bbl. Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 57,6 bbl (-1,47%).
O petróleo reverteu os ganhos da sessão anterior, mesmo com a crescente tensão no Caribe e pressão sobre o mercado de petróleo venezuelano. Em geral, a manutenção de projeções de forte superávit em 2026, reforçado pelas atualizações da IEA, segue limitando a recuperação do óleo bruto, contrabalanceando os efeitos geopolíticos.
Hoje pela manhã (12), o contrato do Brent para vencimento em fevereiro de 2026 é negociado em torno de USD 60,95 bbl (-0,64%) até as 09h20. O pessimismo com o mercado da commodity, mesmo com novos ataques contra a Rússia e sanções sobre a Venezuela, pressiona novamente o petróleo, levando o óleo bruto para o menor patamar desde outubro.
Estados Unidos sancionam agentes do mercado de petróleo venezuelano
Os Estados Unidos impuseram novas sanções contra seis empresas ligadas ao transporte de petróleo venezuelano, além de três familiares do presidente do país, em uma escalada de tensões após a tomada de um navio petroleiro anteriormente nessa semana. Ademais, fontes do governo americano informaram que novas apreensões de navios podem ocorrer nas próximas semanas, especialmente de petróleo direcionado para a China, o que eleva os riscos de importar a commodity venezuelana.
Vale destacar que a possibilidade de uma invasão militar americana ainda é vista como pouco provável pelos agentes do mercado, mas a pressão sobre a Venezuela pode limitar as exportações do país. A preocupação ocorre especialmente por conta do óleo pesado, que já encontra um mercado bastante pressionado com as sanções sobre a Rússia.
Em novembro, estima-se que a Venezuela exportou cerca de 850 kbpd, com as novas pressões americanas podendo limitar esse volume nos próximos períodos, especialmente caso se tenha novas restrições de operação de empresas petroleiras na Venezuela, interrompendo as atividades da Chevron, por exemplo.
IEA reduz perspectivas de superávit para 206
Em seu novo relatório, a Agência Internacional de Energia (IEA) reduziu sua projeção de superávit global de petróleo em 2026 para 3,84 milhões bpd, uma queda de 250 mil bpd em relação ao mês anterior. A revisão ocorreu devido a melhores perspectivas de demanda, impulsionadas por um cenário macroeconômico mais favorável, e menor oferta associada as sanções sobre Rússia e Venezuela. Todavia, apesar da primeira revisão do superávit desde maio, o cenário apresentado pela IEA ainda mostra um mercado sobre ofertado, com uma formação de estoque que representaria quase 4% da demanda global. Assim, o relatório ainda é baixista para o mercado, mantendo as cotações do Brent pressionadas.
Entre outros destaques do relatório, está a revisão da demanda para 2025, com um aumento de 40 kbpd em relação ao último reporte, com o indicador devendo registrar alta de 830 kbpd no ano. Preços mais atrativos da commodity contribuíram para elevar a demanda em países mais suscetíveis à condições macroeconômicas, com essa tendência devendo se manter no próximo ano apoiado especialmente pelo setor petroquímico. Do lado da demanda, espera-se um crescimento menor entre 2025 e 2026, refletindo as restrições sobre a Rússia e Venezuela, além de aumento menor esperado da OPEP frente os últimos meses. Assim, os agentes que devem registrar maior aumento da oferta seria Canadá, Estados Unidos, Brasil, Guiana e Argentina.
- Gás Natural
- Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 4,231/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma baixa de -1,49% na sessão passado, alcançando USD 7,29232/MMBTU.
- No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com baixa de -0,40%, alcançando USD 4,214 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em baixa de -0,29%, próximos a USD 7,271 MMBTU.
TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.