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Diário de Petróleo

By: Isabela Garcia, Market Intelligence Analyst

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Tensões no Caribe elevam cotações do petróleo

Na segunda-feira, dia 22, o contrato mais ativo do Brent fechou com alta de 2,65%, posicionando-se em USD 62,07 bbl. Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, alcançando USD 58,01 bbl (+2,38%).

Os futuros sustentaram mais uma sessão em alta, apoiados pelo escalonamento de tensões geopolíticas, voltando a operar no maior nível em três semanas. O cerco das forças militares norte-americana tomou um segundo navio que saia da Venezuela com cerca de 2 milhões de barris de petróleo. Segundo relatos, o navio usava uma bandeira do Panamá, com tripulação chinesa.

Hoje pela manhã (23), o contrato do Brent para vencimento em fevereiro de 2026 é negociado em torno de USD 61,62 bbl (-0,72%) até as 09h20. O mercado registra queda conforme investidores ponderam os fatores altistas e riscos geopolíticos das últimas sessões. 

Atualização sobre a Venezuela

Na manhã de sábado, a Guarda Costeira dos Estados Unidos, em parceira com o Departamento de Guerra (Department of War), apreenderam o navio petroleiro Centuries na Venezuela, sendo o segundo navio tomado, após a embarcação Skipper no dia 10 de dezembro – acusado de participar de uma frota ilícita que apoiaria terroristas.

O navio Centuries integra a chamada “Shadow fleet”, que participa do transporte de petróleo sancionado, como feito na Rússia e no Irã e, diferentemente do navio Skipper, essa seria a primeira medida tomada contra navios que não estavam na lista de sanções americanas. Segundo o ministro das Relações Exteriores do Panamá, Javier Martinez-Acha, o navio, que navegava com a bandeira do Panamá quando foi interceptado no sábado, não respeitou as normas marítimas do país, tendo alterado seu nome e desconectado seu transponder enquanto transportava uma carga de petróleo da Venezuela, com destino a China.

A invasão do petroleiro é mais um capítulo da pressão do governo Trump contra Nicolás Maduro, na Venezuela, sob a principal bandeira de combater o tráfico internacional de drogas que entram nos Estados Unidos. As ofensivas trazem incertezas ao mercado de petróleo, com diversos navios se recusando a transportar petróleo da Venezuela, e deixando milhões de barris presos parados nos portos e navios atracados na Venezuela. Diante disso, essas tensões nas Américas têm sido responsáveis por sustentar os preços no mercado de petróleo atualmente, apesar de fundamentos fortemente baixistas relacionados às perspectivas de superávit global em 2026 seguirem limitando os avanços das cotações.


Processamento de petróleo – Brasil

De acordo com a ANP, o Brasil processou cerca de 9 milhões de m³ em novembro, recuando frente o mês anterior e estando 5,7% menor que o ano passado. Em geral, a parada de refinarias para manutenção, mais especificamente a REVAP, seguiu impactando o resultado nacional, com o complexo registrando uma forte queda desde setembro, quando processava mais de 1 milhão de m³, tendo registrado apenas 796 m³ no último mês. Essa intervenção deve se prolongar até dezembro, limitando a oferta doméstica de derivados – especialmente QAV. Todavia, ela não é a única do complexo da Petrobras que tem registrado queda da atividade de processamento, o que impacta o resultado nacional.

No acumulado do ano, o volume de petróleo processado alcançou 104,9 milhões de m³, um recuo de 0,8% frente o mesmo período em 2024. Para dezembro, a greve de oito dias de trabalhadores da Petrobras – que afetou a atividade de refinarias – além da própria parada da REVAP devem aprofundar a queda observada no mês passado, sendo apenas parcialmente compensado pela maior atividade de refinarias fora do complexo da estatal, como a refinaria de Mataripe, que registrou um crescimento de 15,6% das atividades ao longo de 2025, processando mais de 1,3 milhão de m³.

Processamento de petróleo no Brasil – milhões m³

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Fonte: ANP. Elaboração: StoneX.

Na frente de derivados, registrou-se queda da produção de diesel e gasolina, com o primeiro aprofundando o recuo observado ao longo de 2025. De acordo com a ANP, a oferta doméstica do combustível pesado atingiu 3,7 milhões m³ - uma retração de 9,5% frente nov/24, atingindo o menor patamar desde fevereiro. Para a gasolina A, essa queda foi de 4,94%, estando em 2,3 milhões de m³. 

Assim, no acumulado, a oferta do combustível leve soma 27,59 milhões de m³, uma alta de 1,1% frente 2024, devendo se consolidar como o segundo melhor resultado da série histórica a depender do resultado de dezembro, atrás apenas do ano passado. No caso do diesel, a oferta doméstica soma 43,4 milhões de m³ até novembro, um recuo de 2,6% no acumulado do ano no comparativo com 2024. Isso contribui para expandir as importações do derivado em meio o crescimento da demanda interna – as quais já registram alta de 16,6% entre janeiro e novembro, de acordo com o MDIC. 

  • Gás Natural
  • Os preços do gás natural nos EUA fecharam a sessão de ontem em baixa, com o contrato mais ativo do Henry Hub operando em USD 3,965/MMBTU. No Brasil, considerando o contrato da Petrobras 2024/25, os preços do gás natural operaram com uma alta de 2,65% na sessão passado, alcançando USD 7,38633/MMBTU.
  • No mercado de gás natural, o contrato mais ativo do Henry Hub amanheceu com alta de 0,68%, alcançando USD 3,992 MMBTU, ao passo que os preços do gás natural do Brasil - considerando Petrobras 24/25 - operam em alta de 0,06%, próximos a USD 7,391 MMBTU.

TABELA DE COTAÇÕES (FECHAMENTO DA ÚLTIMA SESSÃO)

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Fonte: ICE, NYMEX. Elaboração: StoneX.
  • Energia

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6 de agosto – Os dados de emprego dos EUA mais fortes do que o esperado nesta manhã ofereceram algum alívio aos mercados, reforçando a confiança na economia ao mesmo tempo em que dão ao Fed maior flexibilidade para elevar os juros caso as pressões inflacionárias reacelerem nos dados de julho da próxima semana. Os futuros das ações apontam para uma abertura mista no início do dia, com o Nasdaq, de forte peso em tecnologia, mostrando a maior fraqueza. O VIX caiu notavelmente em relação ao salto de ontem acima de 18,4, iniciando o dia rondando logo abaixo da marca de 16. O dólar está discretamente em alta, operando logo acima de 99,8, mantendo-se na faixa estreita observada até aqui nesta semana enquanto os operadores continuam a digerir os dados para moldar as expectativas quanto ao próximo movimento do Fed, no qual nos aprofundaremos mais abaixo. Os rendimentos dos Treasuries de longo prazo cairram ligeiramente em relação ao salto recente, com os rendimentos de 30 anos iniciando o dia operando logo acima de 5,19%, enquanto os rendimentos de 10 anos operam acima de 4,64% e os de 2 anos situam-se abaixo de 4,22%. O petróleo bruto está moderadamente em alta para começar a sessão, após fortes quedas no início da semana, com o WTI para entrega próxima em alta de 1,8%, operando a US$76,40, e o Brent para entrega próxima em alta de 2,4%, operando a US$81,40. Enquanto isso, os commodities agrícolas estão discretamente mistos para começar o dia.

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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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4 de agosto – O índice de referência Dow Jones Industrial Average disparou no fechamento de ontem para terminar quase 700 pontos mais alto, em um fechamento recorde de 53.178 pontos – superando facilmente o topo anterior de quase um mês atrás. O S&P 500 está à beira de seu próprio recorde também, enquanto o índice NASDAQ está aquém das máximas de junho, mas trabalhando em uma forte alta de três sessões. Todos os três apontam para aberturas positivas hoje. A Palantir (uma empresa de software dos EUA) reportou lucros melhores do que o esperado ontem à tarde, após o fechamento, impulsionando o setor de tecnologia, embora uma série de outras empresas também tenha reportado lucros fortes. O título de dez anos continua recuando da máxima de sexta-feira, agora em 4,67%, com o dólar no lado alto do patamar de paridade, enquanto o índice VIX, agora abaixo de 16, mostra volatilidade reduzida.

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