No dia 20, o contrato mais ativo do Brent fechou com alta de 1,5%, posicionando-se em USD 64,9 bbl. Os contratos do WTI seguiram a mesma trajetória, operando ao redor dos USD 60,3 bbl.
Os futuros do petróleo seguiram avançando em meio à receios sobre a oferta de petróleo pelo Cazaquistão, com a suspensão da extração pela Chevron nos campos de Tengiz e Korolev suportando as cotações da commodity.
Hoje pela manhã (21), o contrato do Brent para vencimento em março de 2026 opera com uma leve alta de 0,3%, cotado a USD 65,1 bbl até as 09h30. Os futuros do petróleo se mantêm firmes, com os receios ao redor das tensões entre EUA e União Europeia contribuindo para a continuidade de preços mais elevados da commodity.
IEA revisa demanda para cima em 2026
Hoje pela manhã, a IEA divulgou seu Relatório Mensal de Petróleo, que traz as estimativas da agência para o balanço global de O&D de petróleo em 2026.
A instituição revisou as suas estimativas de demanda para cima, indo de um aumento anual do indicador de 0,86 mbpd para 0,93 mbpd, justificando a mudança a partir da perspectiva de uma redução dos impactos da guerra tarifária e pelas projeções de preços mais baixos do petróleo para o período. Vale destacar que a IEA espera que todo esse aumento do consumo ocorra por países que não fazem parte da OCDE, principalmente China e Índia, que se mantem como os principais drivers do avanço da demanda global de petróleo.
Outro fator que chamou a atenção se deu na constatação feita pela agência de que a oferta global caiu em dezembro, influenciada por uma menor produção do Cazaquistão. Ainda assim, o avanço da exportação russa no período, principalmente para a China, contribuiu para reduzir os impactos da menor oferta cazaque.
Vale lembrar que a IEA segue projetando um superávit recorde no balanço global ao longo desse ano (3,6 mbpd), mas menor do que estimava no relatório anterior (3,8 mbpd), dando a entender que os recentes acontecimentos na frente geopolítica podem ser um impeditivo para um aumento mais significativo da oferta por alguns players, principalmente aqueles que se encontram em região de alto risco, como o Leste Europeu e Oriente Médio.
Previsões climáticas preocupam balanço de diesel nos EUA
Ao longo da sessão passada, foi observado um aumento significativo do diferencial entre Heating Oil e Brent, indo de USD 29,8 bbl para USD 33,2 bbl. Hoje, o indicador segue avançando, chegando a superar os USD 35 bbl na manhã de hoje.
O principal motivo por trás desse forte avanço se dá no aumento expressivo dos receios em relação à chegada de um vórtex polar nos EUA, que deve reduzir de maneira significativa as temperaturas em importantes regiões de refino de petróleo, como o Meio Oeste e a Costa do Golfo. Vale destacar que, em anos anteriores, a chegada de frentes frias parecidas reduziu significativamente a produção de combustíveis no país, resultando em um aumento das margens de refino.
Produção de diesel nos EUA – mbpd

Fonte: DOE. Elaboração: StoneX.
É importante lembrar, também, que o diesel é amplamente utilizado nos EUA para calefação de ambientes, de modo que as previsões de temperaturas mais baixas acabam elevando a demanda pelo derivado fóssil. Outro energético amplamente impactado foi o gás natural – principal produto utilizado para geração de energia elétrica e aquecimento nos EUA –, com os futuros do Henty Hub avançando 50% nos últimos dois dias, posicionando-se ao redor dos USD 4,639 MMBTU.
Tabela diária - Variação dos preços na sessão anterior

Fonte: CmdtyView. Elaboração: StoneX.