Fonte: Comissão de açúcar da China. Elaboração: StoneX.
Em 2022/23, como mencionado, a China enfrentou relevantes problemas de produtividade, por conta de dois anos consecutivos de chuvas abaixo da média, diminuindo inclusive a duração da colheita, que já em março/23 desacelerava de forma robusta. Para a safra seguinte, a área de cana subiu cerca de 5,3%, estimulada pelos preços do açúcar e pela necessidade produtiva doméstica, uma vez que os estoques também caíram para as mínimas históricas. No final de 2023, as chuvas, em especial em Guangxi, foram acima da média, possibilitando a comunhão entre aumento de área e de produtividade – na província, a principal produtora, a moagem atingiu 51,2 milhões de tons de cana, alta de quase 10,0 MMT.
Já nas regiões de beterraba, ao Norte da China, o resultado foi misto. Contudo, os ganhos em Xinjiang, que aumentou a produção em mais de 20%, mais do que superaram as perdas na Mongólia Interior.
Para a próxima temporada, o Ministério da Agricultura da China, em seu relatório de maio, estimou um crescimento para a próxima temporada 2024/25, de cerca de 1,0 milhão de toneladas, devendo assim atingir 11,0 MMT, o que seria recorde. Esse volume seria resultado de um crescimento de 20% na área de beterraba e perspectiva de aumento da produtividade da cana, uma vez que o clima está, até o momento, pelo segundo ano seguido, favorável aos canaviais no Sul chinês.
* Estimativas StoneX. Fontes: Comissão de Açúcar da China, Ministério da Agricultura da China. Elaboração: StoneX.
A StoneX, em sua primeira estimativa divulgada em maio/24 para o Saldo Global de Açúcar em 2024/25 (out-set), projeta uma produção de 10,5 milhões de tons para a China, o que seria ainda um crescimento. O volume vai depender, para além do otimismo no setor, de capacidade, que já se mostrou limitada este ano, principalmente em Yunnan. Em Xinjiang, também se entende que a produção atingida em 2023/24 é muito próxima do limite de capacidade. Nesse sentido, é possível que a China produza volumes bem acima de 10,0 MMT, inclusive porque o clima já está favorável em 2024. Em abril e maio, antes do período de chuvas nas regiões canavieiras (jun-set), o volume de precipitações (ponderadas por área de cana) foi o dobro frente ao ano passado. Assim, as projeções otimistas para 2024/25 na China se mostram realistas, até o momento.
* Dados até 09/06/2024. Fonte: Refinitiv. Elaboração: StoneX.
Acesse o novo relatório de Acompanhamento Global de Chuvas do Mercado de Açúcar, que traz as chuvas nos principais players de açúcar, clicando aqui.
Resumo do dia
Na data de escrita deste relatório (10), os preços do açúcar bruto e branco registraram um dia de queda nos mercados futuros. O bruto #11 registrou retração de 1,95%, finalizando o dia em US¢ 18,63/lb para o SBN4, enquanto o branco finalizou o dia em US$ 544,2/ton (-1,64%) para o SWQ4. Pelo cenário macroeconômico, o clima até a próxima quarta-feira (12) deve ser de apreensão - já que os investidores aguardam a divulgação dos dados de inflação dos Estados Unidos, assim como a decisão de juros da autoridade monetária estadunidense. A pressão das importações brasileiras, ainda mais beneficiadas pelas recentes desvalorizações do real frente ao dólar, deve seguir como um fator limitando ganhos para o adoçante até o final da safra brasileira. Ademais, o início antecipado da temporada de monções no sudeste asiático segue como um fator de baixa sobre as cotações.





