Dólar se mantém em compasso de espera pelo Copom
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,091 (+0,5%)
▲ Dollar Index (DXY): 105,6 pontos (+0,2%)
O mercado de divisas repercutiu a postura cautelosa de investidores enquanto aguardam pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), 18h30min, diante da incerteza existente sobre o tamanho do corte de juros que será anunciado. Adicionalmente, o fortalecimento global da moeda americana contribuiu para o enfraquecimento do real.
Variações | No dia: +0,46% | Na semana: +0,44% | No mês: -1,95% | No ano: +4,94% | Em 12 meses: +2,08% |
Aguardando um Copom mais firme O dólar negociado no mercado interbancário se manteve em alta durante toda a quarta-feira, refletindo o avanço externo da moeda americana e a manutenção de uma postura cautelosa de investidores antes da decisão do Copom. Há considerável incerteza sobre a magnitude do corte que será anunciado, embora seja quase certo que o comunicado da decisão será mais conservador na análise da conjuntura econômica e dos riscos inflacionários. A perspectiva de juros mais elevados por mais tempo nos EUA, que prejudica o desempenho de ativos arriscados, a elevação das percepções de riscos fiscais de ativos brasileiros, por conta da flexibilização das metas orçamentárias entre 2025 e 2027, e um discurso mais cauteloso do presidente do BC, Roberto Campos Neto, que não descartou alterações no ritmo de cortes à taxa Selic, indicam que o BC deve ser mais rígido na condução da sua política monetária, que deve proceder de forma mais lenta nos cortes à taxa básica de juros (Selic) e diminuí-la menos que o antecipado anteriormente. Contudo, há baixo consenso entre analistas sobre como essa postura mais rígida deve se traduzir na decisão desta quarta-feira. Embora a maior parte das projeções apostem em uma redução de 0,25 p.p., há uma parcela considerável que acredita em um corte de 0,50 p.p. Além disso, alguns analistas preveem que a decisão do Copom não ser unânime, algo que não ocorre desde agosto passado. Se, de fato, o Comitê sinalizar uma postura mais rígida, deve haver um fortalecimento do real por melhorar as perspectivas para o diferencial de juros brasileiro.
Mercado de moedas No cenário externo, o dollar index terminou o pregão cotado a 105,6 pontos, variação de +0,2% ante à véspera. Moedas pares do real, como o peso chileno, o peso colombiano, o peso mexicano, o rand sul-africano e o rublo russo também se desvalorizaram em relação à divisa americana, e o Índice de Moedas Emergentes do J.P. Morgan terminou a sessão cotado a 46,702 pontos, avanço de 0,1% frente ao término de terça-feira.




