Câmbio encerra a quarta em queda, cotado a R$ 5,460
Dólar refletiu corte mais agressivo pelo Fed
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,460 (-0,5%)
▲ Dollar Index (DXY): 101,1 pontos (+0,1%)
O mercado de divisas repercutiu a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed) de iniciar seu ciclo de afrouxamento monetário com um corte de 0,50 p.p., porém sinalizar um ritmo mais lento de ajustes no futuro.
Variações | No dia: -0,48% | Na semana: -1,93% | No mês: -3,13% | No ano: +12,54% | Em 12 meses: +12,43% |
FOMC corta juros em 0,50 p.p., mas prega cautela O dólar negociado no mercado interbancário passou a maior parte desta quarta-feira estável, alternando entre perdas e ganhos. Contudo, após a divulgação da decisão de política monetária dos EUA, apresentou forte volatilidade, flutuando entre uma máxima intradiária de R$ 5,4956 a uma mínima de R$ 5,4098, antes de emendar a sexta sessão consecutiva de queda ao encerrar o dia em R$ 5,4601. Embora houvesse consenso de que o Fed reduziria sua taxa de juros na decisão de hoje, havia dúvida sobre sua a magnitude, com aproximadamente 60% das apostas antecipando um corte de 0,50 p.p. contra aproximadamente 40% prevendo um corte de 0,25 p.p. No fim, o FOMC decidiu cortar a taxa de juros em 50 pontos-base, do intervalo entre 5,25% e 5,50% a.a. para a faixa entre 4,75% e 5,00% a.a. Como esse corte não estava totalmente precificado, houve forte reação e volatilidade em diversos mercados de ativos globais. No caso da taxa de câmbio entre real/dólar, houve uma valorização expressiva do real em função da ampliação da perspectiva de diferencial de juros brasileiro, o que torna os títulos domésticos mais rentáveis e contribui na atração de investimentos estrangeiros, fortalecendo o real. Contudo, após o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, adotar um discurso mais cauteloso, afirmando que o banco central estadunidense não está atrasado na condução de sua política monetária nem possui pressa em realizar novos cortes e que a decisão de hoje não é indicativa para decisões futuras, enfraqueceram-se as expectativas de uma queda rápida do juro americano, invertendo a maior parte do movimento inicial resultante da decisão. Contribuiu para esse arrefecimento das expectativas, também, a divulgação das projeções econômicas sumarizadas do FOMC, que apontam, em sua mediana, para uma redução de apenas mais 0,50 p.p. nos juros este ano e de mais 1,00 p.p. no ano de 2025 – 50 pontos-base a menos que o antecipado pelos investidores na véspera da decisão.
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