Câmbio termina terça em alta, cotado a R$ 5,659
Dólar refletiu recuo dos preços de commodities e eleições americanas
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,659 (+1,4%)
= Dollar Index (DXY): 103,2 pontos (0,0%)
Em dia de agenda fraca, o mercado de divisas repercutiu o recuo nos preços internacionais de commodities, em particular do petróleo, bem como a expectativa de impactos de uma possível vitória de Donald Trump na eleição presidencial americana sobre os mercados de ativos globais.
Variações | No dia: +1,36% | Na semana: +0,77% | No mês: +3,85% | No ano: +16,64% | Em 12 meses: +12,34% |
Recuo dos preços de commodities Em dia de agenda esvaziada, o dólar negociado no mercado interbancário apresentou forte tendência de elevação na sessão desta terça-feira, em linha com o movimento externo de enfraquecimento de moedas de países emergentes. Esse movimento, por sua vez, foi impulsionado pelo recuo nos preços internacionais de commodities, em especial os de petróleo, que acumulam baixa de mais de 6% desde o encerramento da sexta-feira. Como aponta o Diário de Petróleo desta manhã, as cotações futuras do óleo bruto caem como reflexo a dois fatores. Primeiramente, os receios de investidores com a demanda chinesa, após a divulgação de números fracos para balança comercial e inflação no país e após as autoridades do país frustrarem as expectativas de anúncios de incentivos fiscais. Adicionalmente, a redução das preocupações sobre impactos do conflito no Oriente Médio sobre a oferta global de petróleo após reportagem do Washington Post afirmar que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, comunicou ao governo norte-americano que as respostas aos ataques iranianos em território israelense devem ocorrer contra instalações militares do Irã, evitando atingir instalações petrolíferas ou nucleares do país. Como resultado, prejudicou-se o desempenho de moedas de países exportadores de produtos primários, como o real.
Trump defende tarifas de importação Contribuiu para o enfraquecimento das moedas de economias emergentes, também, uma entrevista do candidato à presidência dos EUA, Donald Trump, à rede Bloomberg News. Nela, Trump defendeu um aumento drástico nas tarifas sobre produtos importados nos EUA, declarando que “a palavra mais bonita do dicionário é tarifa” e que “nós vamos trazer as empresas de volta para o nosso país. (...) “Quanto maior a tarifa, mais provável é que a empresa venha para os Estados Unidos e construa uma fábrica aqui para não ter que pagar a tarifa.” Trump defendeu em diversos momentos de sua campanha impor uma tarifa de importação de 60% sobre produtos chineses e de 10% sobre os demais países do mundo. A defesa de sobretaxas pelo candidato republicano a três semanas de uma disputa muito acirrada pela presidência americana prejudicou o desempenho das moedas de economias emergentes, em especial as latino-americanas.
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