Câmbio fecha a segunda em queda, cotado a R$ 5,783
Dólar reflete movimento de ajuste local e externo
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,783 (-1,5%)
▼ Dollar Index (DXY): 103,8 pontos (-0,4%)
O mercado de divisas repercutiu o forte alívio na percepção de riscos fiscais de ativos brasileiros em meio a expectativas de um anúncio em breve sobre medidas de cortes de gastos públicos. Adicionalmente, uma melhora inesperada das intenções de voto de Kamala Harris levou a um desmonte de posições de investidores globalmente e enfraqueceu o dólar.
Variações | No dia: -1,48% | Na semana: -1,48% | No mês: +0,03% | No ano: +19,20% | Em 12 meses: +18,09% |
Alívio no cenário doméstico O dólar negociado no mercado interbancário sustentou forte tendência de baixa ao longo de toda esta segunda-feira e praticamente devolveu todas as perdas da última sexta-feira, refletindo um cenário de ajustes tanto no Brasil como no exterior. Internamente, o cancelamento da viagem ao exterior do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a pedido do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e duas reuniões entre ambos permitiu um alívio considerável na exigência de prêmios de riscos por investidores. Após reportagem afirmar que o aguardado pacote de cortes de gastos poderia ser anunciado ainda hoje, Haddad disse a jornalistas que “as coisas estão muito adiantadas do ponto de vista técnico, eu acredito que nós estejamos prontos nesta semana para anunciar”, mantendo as expectativas elevadas para o anúncio das medidas de redução de despesas.
Alívio também no exterior No cenário internacional, o ambiente de negócios continua sendo de bastante cautela enquanto os agentes do mercado financeiro aguardam pela eleição presidencial americana, que se encerra amanhã e continua praticamente imprevisível. Porém, uma inesperada recuperação das intenções de votos para a candidata democrata, Kamala Harris, em pesquisas divulgadas no final de semana levou a uma reversão parcial no posicionamento de investidores, que, nas últimas semanas, buscaram se preparar para efeitos de uma possível vitória do candidato republicano, Donald Trump, resultando em um enfraquecimento global da moeda americana e beneficiando o desempenho de ativos arriscados, como commodities e moedas de países emergentes, como o real.
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