Câmbio fecha a quinta estável, cotado a R$ 5,676
Dólar reflete ajustes no exterior e ansiedade com corte de gastos
= Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,676 (0,0%)
▼ Dollar Index (DXY): 104,4 pontos (-0,6%)
O mercado de divisas repercutiu o enfraquecimento global da moeda americana, as decisões de política monetária do Brasil e dos EUA e volatilidade após rumores sobre as medidas de corte de gastos planejadas pelo governo federal.
Variações | No dia: -0,03% | Na semana: -3,30% | No mês: -1,83% | No ano: +16,99% | Em 12 meses: +16,46% |
Ruídos fiscais provocam volatilidade O dólar negociado no mercado interbancário oscilou entre margens amplas e alternou entre perdas e ganhos ao longo da sessão desta terça-feira, até encerrar o dia praticamente estável ante à véspera. Boa parte dessa volatilidade ocorreu em função do nervosismo de investidores enquanto aguardam pelo anúncio do pacote de corte de gastos do governo federal. No começo da tarde, o real passou a enfraquecer rapidamente após reportagens de imprensa afirmarem que a redução de gastos poderia ficar entre R$ 10 bilhões e R$ 15 bilhões, bem abaixo do considerado necessário por analistas, em torno de R$ 50 bilhões. Contudo, o Ministério da Fazenda divulgou nota para afirmar que a “informação não corresponde ao que vem sendo debatido entre a equipe econômica”, recuperando o desempenho do real.
Decisão do FOMC No exterior, o dia foi de enfraquecimento generalizado da moeda americana, que devolveu parte dos expressivos ganhos registrados na véspera em um movimento de realização de lucros por investidores. Adicionalmente, investidores reagiram à decisão de política monetária do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed), que reduziu sua taxa de juros em 0,25 p.p., para um intervalo entre 4,50% e 4,75% a.a. Embora tenha sido o segundo corte consecutivo pelo FOMC, o presidente do Fed, Jerome Powell, buscou ampliar o leque de opções para suas decisões futuras, afirmando que os riscos de uma desaceleração abrupta da economia diminuíram, relutando em endossar as Projeções Econômicas Sumarizadas de setembro e reconhecendo que novas políticas pelo próximo governo federal podem modificar o cenário econômico enfrentado pelo Fed.
Copom aumenta Selic em 0,50 p.p. No Brasil, investidores também repercutiram a postura mais firme do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) em sua decisão de juros de ontem, em que elevou unanimemente a sua taxa básica de juros (Selic) em 0,50 ponto percentual. Em um contexto de agravamento das percepções de riscos inflacionários, este aumento marca o segundo ajuste consecutivo realizado pelo Comitê, que, mais uma vez, não esclareceu os próximos passos da política monetária. Em seu comunicado, o Copom reiterou que “o ritmo dos ajustes futuros na taxa de juros e a magnitude total do ciclo de aperto monetário serão orientados pelo compromisso firme de convergência da inflação à meta, dependendo da evolução da dinâmica inflacionária.” O comunicado transmitiu um tom mais pessimista quanto ao cumprimento da meta de inflação, sublinhando a necessidade de alinhar a política monetária mais restritiva à “implementação de medidas estruturais para o equilíbrio fiscal.” Assim, o comitê reafirmou que “uma política fiscal crível e comprometida com a sustentabilidade da dívida, juntamente com a execução de medidas estruturais para o orçamento, contribuirá para ancorar as expectativas inflacionárias e reduzir os prêmios de risco dos ativos financeiros, impactando positivamente a política monetária.”
Mercado de moedas





