Câmbio fecha a segunda em alta, cotado a R$ 5,771
Dólar reflete demora do pacote fiscal e continuidade do “Trump Trade”
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,771 (+0,6%)
▲ Dollar Index (DXY): 105,5 pontos (+0,5%)
Em dia de liquidez mais baixa, o mercado de divisas repercutiu o fortalecimento global da moeda americana e a demora do governo federal em divulgar seu pacote de corte de gastos.
Variações | No dia: +0,58% | Na semana: +0,58% | No mês: -0,18% | No ano: +18,95% | Em 12 meses: +17,44% |
Força global do dólar Em dia de liquidez reduzida por conta de feriado nos EUA, o dólar negociado no mercado interbancário apresentou tendência de elevação, refletindo fatores de pressão interna e externa. No exterior, investidores estenderam os reajustes de posições começado na semana passada após expressiva vitória de Donald Trump, levando a um fortalecimento generalizado da moeda americana. Dentre outros efeitos antecipados, estão a percepção de estímulos ao crescimento econômico através de cortes de gastos e de uma menor possibilidade de cortes de juros pelo Federal Reserve por conta de possíveis pressões inflacionárias resultantes de impostos maiores sobre as importações. De modo geral, observa-se desde a quarta-feira passada ganhos de ativos estadunidenses sobre ativos considerados mais arriscados, como ações de outras economias, commodities e moedas de economias emergentes.
Expectativa elevada por corte de gastos No Brasil, investidores reagiram à terceira semana seguida de indefinição quanto às prometidas medidas de ajuste fiscal para as contas públicas brasileiras, ampliando a percepção de riscos de ativos nacionais. Embora o governo tenha acelerado as discussões na semana passada, a expectativa de agentes do mercado financeiro continua bastante elevada para saber mais detalhes sobre as ações que serão propostas, o tamanho de seus impactos, a possibilidade de aprovação junto ao Congresso e o prazo para implantação. A demora para esta divulgação pode ter resultado em novas altas para a exigência de prêmios de risco pelos investidores, prejudicando a atração de capitais externos e enfraquecendo o real.
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