Câmbio encerra a quarta em baixa, refletindo dados mais fracos para os EUA
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 6,047 (-0,3%)
▼ Dollar Index (DXY): 106,3 pontos (-0,1%)
O mercado de divisas repercutiu novo recuo global da moeda americana após a divulgação de dados mais fracos que o estimado para o mercado de trabalho e o setor de serviços nos EUA
Variações | No dia: -0,26% | Na semana: +0,76% | No mês: +0,76% | No ano: +24,64% | Em 12 meses: +22,20% |
Dados fracos nos EUA Após alternar entre perdas e ganhos ao longo da manhã, o dólar negociado no mercado interbancário consolidou tendência de queda durante o período da tarde, em um movimento alinhado ao leve enfraquecimento externo da moeda americana após números mais fracos que o antecipado para os EUA. O instituto ADP estimou a criação de 146 mil novos empregos privados no mês de novembro no país, abaixo da projeção mediana de 165 mil e menos que o saldo de 184 mil em outubro. O número, que busca antecipar uma tendência para os dados oficiais de sexta-feira, aponta para uma desaceleração um pouco mais rápida do mercado de trabalho americano. Adicionalmente, o instituto ISM apontou que o Índice Gerente de Compras (PMI) de serviços desacelerou mais que o esperado em novembro, passando de 56,0 pontos em outubro para 52,1 pontos em novembro, abaixo da estimativa mediana de 55,5 pontos. Apesar de se manter acima dos 50 pontos, limiar que separa expansão da contração, o crescimento mais lento também é condizente com uma interpretação de “pouso suave” da economia americana, o que favorece apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve e tende a prejudicar o desempenho do dólar.
Questão fiscal segue em foco No Brasil, a questão fiscal permaneceu no radar dos investidores, em meio a um ambiente de ceticismo em relação à condução da política fiscal do país. O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) ajudou no alívio para a taxa de câmbio ao afirmar que vai apensar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do corte de gastos a outra já existente para “acelerar” sua tramitação pela Casa. Com a apensação, a proposta pode ser votada diretamente no Plenário, sem necessidade de passar pelas comissões da Câmara. Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou a recepção de agentes do mercado financeiro ao pacote fiscal lançado na semana passada, afirmando que as medidas anunciadas são suficientes para o momento e prevendo a aprovação no Congresso ainda este ano.
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