Câmbio termina a terça em queda, refletindo otimismo pela tramitação do pacote fiscal
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 6,048 (-0,6%)
▲ Dollar Index (DXY): 106,4 pontos (+0,2%)
O mercado de divisas repercutiu um maior otimismo local com a possibilidade de aprovação do pacote de medidas econômicas do governo no Congresso, enquanto investidores aguardam pela decisão de amanhã do Comitê de Política Monetária.
Variações | No dia: -0,57% | Na semana: -0,47% | No mês: +0,78% | No ano: +24,66% | Em 12 meses: +22,52% |
Otimismo com a tramitação do Pacote O dólar negociado no mercado interbancário apresentou tendência de baixa ao longo desta terça-feira, impulsado por um otimismo entre investidores com a possibilidade de o pacote fiscal do governo ser aprovado no Congresso Nacional ainda este ano. Esse otimismo foi resultado de falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que afirmou que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, teria encaminhado uma solução aos líderes do Legislativo sobre o impasse do pagamento de emendas parlamentares, o que pode destravar a tramitação das medidas econômicas. Com isso, houve uma redução na exigência de prêmios de riscos pelos investidores, o que beneficiou o desempenho do real na sessão.
Composição ruim do IPCA A divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro deve ter exercido impacto adicional sobre a percepção de risco dos investidores durante a sessão, após o indicador registrar a segunda leitura consecutiva de inflação acima da meta de 3% ao ano estabelecida pelo Banco Central. Embora o índice cheio tenha mostrado desaceleração em relação ao mês anterior, passando de 0,56% em outubro para 0,39% em novembro, sua composição indica um cenário mais desafiador para o objetivo de estabilização de preços do BC. O núcleo da inflação, que exclui os componentes voláteis de alimentação e energia, acelerou de 0,25% em outubro para 0,54% em novembro. Simultaneamente, os preços do setor de serviços saltaram de 0,35% para 1,01%, impulsionados pelo aumento expressivo de 22,65% nas tarifas aéreas e de 14,91% nos cigarros. No acumulado de 12 meses, a taxa de inflação avançou de 4,76% para 4,87%, reforçando a percepção de que o Banco Central não conseguirá manter a inflação dentro da faixa alvo, ultrapassando a margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Esse quadro deve consolidar as expectativas de um aperto monetário mais intenso por parte do Comitê de Política Monetária (Copom) na decisão sobre a taxa básica de juros (Selic), prevista para amanhã. A perspectiva de elevação mais significativa da taxa favorece a rentabilidade dos títulos domésticos e tende a atrair investimentos estrangeiros, o que tende a valorizar o real. A maioria das projeções indica alta de 1 ponto percentual, partindo do atual patamar de 11,25%.
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