Câmbio termina terça em leve baixa, refletindo dados econômicos americanos
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 6,106 (-0,1%)
▲ Dollar Index (DXY): 108,5 pontos (+0,3%)
O mercado de divisas repercutiu o fortalecimento global do dólar após números mais aquecidos que o antecipado para o mercado de trabalho e o setor de serviços dos EUA, o que também minimizou o fortalecimento do real.
Variações | No dia: -0,14% | Na semana: -1,25% | No mês: -1,17% | No ano: -1,17% | Em 12 meses: +25,37% |
Realização de lucros Após abrir a sessão em forte queda, dando continuidade ao movimento da véspera, a taxa de câmbio do real passou a devolver seus ganhos ao longo da tarde, até encerrar o dia próxima à estabilidade. O fortalecimento inicial do real parece ter sido resultado de realização de lucros por investidores ao vender dólares para se aproveitar do patamar elevado atingido pela taxa de câmbio.
Juros americanos mais altos A inversão desse movimento, por sua vez, ocorreu em linha com o fortalecimento externo do dólar em meio à leitura de que o Federal Reserve (Fed) não terá muito espaço para novos cortes de juros nos EUA. Primeiramente, a pesquisa de abertura de vagas e turnovers (JOLTS) de novembro surpreendeu ao mostrar um aumento no número de vagas de trabalho em aberto e estabilidade no número de demissões, sinalizando que o mercado de trabalho americano continuou aquecido no mês. Adicionalmente, o PMI de serviços cresceu mais que o esperado, passando de 52,1 pontos em novembro para 54,1 pontos em dezembro, com sensível alta do nível de atividade e dos preços pagos pelas empresas. Ambas as leituras apontam para uma economia mais aquecida, o que, por sua vez, representa um fator de risco inflacionário e sugere que não há necessidade imediata de novos cortes de juros pelo Fed. Essa impressão foi reforçada por comentários do presidente do Federal Reserve de Atlanta, Raphael Bostic, que defendeu uma conduta cautelosa da política monetária, sem pressa para redução de juros.
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