Câmbio fecha a quinta em alta, refletindo realização de lucros no Brasil
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 6,0551 (+0,5%)
▼ Dollar Index (DXY): 108,9 pontos (-0,1%)
Após oscilar abaixo dos R$6,00 durante a manhã, o real inverteu seu sentido durante a tarde, em linha com as perdas de moedas de economias emergentes e em possível movimento de realização de lucros no Brasil.
Variações | No dia: +0,50% | Na semana: -0,79% | No mês: -1,99% | No ano: -1,99% | Em 12 meses: +22,90%
O dólar negociado no mercado de divisas reverteu a leve desvalorização observada no período da manhã, quando chegou a ser cotado abaixo de R$ 6,00 pela primeira vez em cinco semanas, iniciando trajetória de alta e encerrando a sessão valorizado, cotado a R$ 6,05. Sem explicações claras para a oscilação entre perdas e ganhos ao longo da sessão, observou-se um fortalecimento da moeda americana em relação a grande parte das divisas de mercados emergentes. Uma das possíveis justificativas para o movimento seria a de realização de lucros, isto é, um movimento de compra da moeda americana em momentos de baixa. Isso ocorreu, possivelmente, devido à antecipação da posse presidencial na próxima semana e às potenciais medidas políticas pró-dólar da administração do presidente eleito, Donald Trump, incluindo a possibilidade de elevação rápida de tarifas comerciais. Também pode ter contribuído para o fortalecimento do dólar as declarações de Scott Bessent, escolhido por Trump para o cargo de secretário do Tesouro, que enfatizou, entre outros pontos, sua crença de que "em decisões de política monetária, o FOMC deve ser independente" e de que "devemos garantir que o dólar permaneça como a moeda de reserva global".
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