Câmbio encerra a quarta em forte queda, refletindo possibilidade de política tarifária menos agressiva por Trump
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,9469 (-1,4%)
▲ Dollar Index (DXY): ~108,18 pontos (+0,1%)
Em dia de agenda vazia, a taxa de câmbio do real despencou por conta de uma abordagem mais moderada do presidente americano em relação à aplicação de barreiras tarifárias, bem como um provável movimento de correção técnica após a taxa ultrapassar a barreira dos R$ 6,00.
Variações | No dia: -1,41% | Na semana: -1,95% | No mês: -3,74% | No ano: -3,74% | Em 12 meses: +19,23% |
Sem tarifas, por enquanto A taxa de câmbio do real encerrou a sessão desta quarta-feira em forte queda, com o melhor desempenho global entre as 30 moedas mais líquidas do mercado de divisas, encerrando abaixo de R$ 6,00 pela primeira vez desde 11 de dezembro e ao menor valor desde 27 de novembro. Em boa medida, o fortalecimento do real foi um reflexo de uma recuperação de moedas de economias emergentes, em particular as latino-americanas, diante de uma postura aparentemente menos rígida do novo governo de Donald Trump quanto à aplicação de barreiras tarifárias. Embora Trump tenha ameaçado diversas nações com a imposição de sobretaxas em breve, a ausência de medidas tarifárias imediatas melhorou a perspectiva de ganhos nos principais parceiros comerciais americanos ao manter suas exportações competitivas.
Correção técnica Adicionalmente, contribuiu para o fortalecimento do real a queda da taxa de câmbio abaixo da barreira de R$ 6,00, que pode ter levado a um movimento de ajuste técnico e disparado ordens automáticas de parada de perdas (“stop loss”), reforçando os ganhos do real.
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