Câmbio termina a terça em queda, estendendo os ganhos do real pelo sétimo dia seguido
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,8691 (-0,7%)
▲ Dollar Index (DXY): ~107,9 pontos (+0,5%)
O mercado de divisas repercutiu a recuperação global do dólar em meio a ameaças de tarifas de importação pelos EUA, embora o real e o peso mexicano tenham estendido seus ganhos em meio a ajustes após as fortes perdas do final do ano.
Variações | No dia: -0,74% | Na semana: -0,83% | No mês: -5,00% | No ano: -5,00% | Em 12 meses: +18,53% |
Real se destaca entre emergentes O dólar se enfraqueceu contra o real pela sétima sessão consecutiva e encerrou negociado abaixo de R$ 5,90 pela primeira vez em dois meses, em mais uma sessão de desempenho melhor que os seus pares emergentes. Esse desempenho, por sua vez, é um reflexo de ajustes por investidores, que reduzem a exigência de prêmios de risco para ativos brasileiros após as fortes perdas do final de 2024.
Preocupação com tarifas nos EUA No exterior, contudo, o dia foi de pouco apetite global por ativos arriscados após o presidente dos EUA, Donal Trump, afirmar a repórteres que ele estudava impor tarifas de importação sobre todas as economias mundiais simultaneamente em segmentos estratégicos, como chips, fármacos, alumínio, cobre e aço. Além disso, quando perguntado sobre uma reportagem do Financial Times que afirmava que os EUA poderiam optar por sobretaxas universais que crescessem em 2,5 p.p. por mês, o presidente afirmou que queria uma tarifa “muito maior” que 2,5%. As falas de Trump impulsionaram os receios de que os EUA irão dar início a uma “guerra comercial” com os outros países, pois, ainda que poucos detalhes sobre conteúdos e cronogramas sejam conhecidos, elas indicam que seus assessores estão debatendo o tema e que anúncios podem ocorrer em breve.
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