Câmbio encerra a quarta em alta, refletindo realização de lucros por investidores
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,7941 (+0,4%)
▼ Dollar Index (DXY): ~107,6 pontos (-0,3%)
O mercado de divisas repercutiu um movimento de realização de lucros de investidores após uma sequência de 12 quedas para a taxa de câmbio, embora a moeda americana tenha se enfraquecido no exterior.
Variações | No dia: +0,39% | Na semana: -0,71% | No mês: -0,71% | No ano: -6,21% | Em 12 meses: +16,31% |
Realização de lucros no Brasil Em dia de agenda cheia, a taxa de câmbio do real se manteve em alta ao longo desta quarta-feira, interrompendo uma sequência de 12 baixas consecutivas. As perdas do real na sessão não parecem resultado de nenhum evento específico, e aparentam ser um movimento de realização de lucros pelos investidores após a valorização de 4,8% do real ante ao dólar nessas 12 sessões. Adicionalmente, o dia foi de perdas quase generalizada da moeda americana, indicando que o movimento do real foi resultado de uma dinâmica doméstica.
Recuo global do dólar No exterior, o dólar registrou mais uma sessão de enfraquecimento. O Dollar Index (DXY), indicador que avalia a força da moeda norte-americana em relação a uma cesta de moedas principais, recuou ao final da sessão para 107,6 pontos, atingindo seu menor patamar em pouco mais de uma semana. O movimento de desvalorização do dólar reflete a percepção de que os Estados Unidos adotam uma postura menos agressivas do que o esperado em suas políticas comerciais, frustrando a expectativa criada ao final da semana passada de que o presidente Donald Trump imporia tarifas de importação de 25% sobre produtos do México e do Canadá. Na segunda-feira, o dólar chegou a subir 1,3%, alcançando 109,88, mas recuou cerca de 2% após o México e o Canadá obterem uma trégua de um mês em troca do reforço de suas fronteiras, apesar de os Estados Unidos terem elevado as tarifas aplicadas à China. Ainda assim, parte dos analistas considera positivo o fato de a China não ter retaliado de forma mais contundente, o que sugere que o país estaria disposto a tolerar, por ora, as tarifas mais altas impostas pelos EUA. Adicionalmente, o enfraquecimento do dólar foi influenciado pelos dados do Índice de Gerentes de Compras (PMI) do setor de serviços, cuja aceleração ficou aquém do consenso de mercado, contribuindo para acentuar as pressões de queda sobre a moeda norte-americana.
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