Câmbio encerra a quarta em alta, refletindo avanço global do dólar e Caged acima do esperado
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,8022 (+0,9%)
▲ Dollar Index (DXY): ~106,4 pontos (+0,1%)
O mercado de divisas repercutiu as preocupações de investidores com a inflação no Brasil após dados fortes do Caged de janeiro e com a possibilidade de tarifas de importação mais amplas nos EUA.
Variações | No dia: +0,86% | Na semana: +1,26% | No mês: -0,57% | No ano: -6,08% | Em 12 meses: +16,46% |
Mau humor local A taxa de câmbio do real apresentou tendência de elevação ao longo desta quarta-feira, pressionada por fatores domésticos e externos de pressão sobre o real. Esse movimento se iniciou após a divulgação do Cadastro Geral de Empregados (Caged) de janeiro, que mostrou a abertura líquida de 137.303 empregos formais em janeiro, bem acima da estimativa mediana de 51.508 vagas. O dado elevou temores de que a economia brasileira possa estar excessivamente aquecida para permitir uma estabilização inflacionária, particularmente diante de temores de que o governo federal possa ampliar estímulos fiscais para tentar a reverter a queda de sua popularidade em pesquisas recentes. Durante a tarde, rumores de que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, estudava mover o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para a Casa Civil agravaram o pessimismo de investidores.
Mau humor externo No exterior, o dólar avançou frente a maior parte das divisas em meio a preocupações de investidores em relação à incerteza sobre a aplicação de tarifas de importação pelo governo americano. Ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou um estudo sobre novas sobretaxas para importações de cobre, porém sem um prazo específico para sua implantação. Hoje, Trump chegou a afirmar que as tarifas de importação sobre México e Canadá entrariam em vigor somente em 02 de abril, porém a Casa Branca corrigiu a informação e disse que o prazo continua 04 de março “por enquanto”. Adicionalmente, Trump deu uma resposta confusa a repórteres afirmando que as tarifas sobre a União Europeia serão de 25%, porém não ficou claro se ele se referia às chamadas “tarifas de reciprocidade”, às tarifas sobre setores específicos, como metais e automóveis, ou se ele referia a novos impostos sobre todos os produtos do bloco.





