Câmbio fecha a segunda em forte alta, refletindo temores de uma recessão nos EUA
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,8539 (+1,1%)
▲ Dollar Index (DXY): ~104,0 pontos (+0,1%)
Em dia de agenda fraca, o mercado de divisas repercutiu o ambiente externo de aversão a riscos em meio a preocupações com o crescimento da economia americana e receios de que a incerteza sobre a evolução das políticas econômicas do país possa prejudicar seu dinamismo recente.
Variações | No dia: +1,12% | Na semana: +1,12% | No mês: -1,05% | No ano: -5,24% | Em 12 meses: +17,58% |
Fuga para a segurança Após passar a manhã ao redor da estabilidade, a taxa de câmbio do real passou a apresentar forte tendência de elevação durante a tarde, em linha com um movimento externo de forte aversão a ativos arriscados em função de um cenário de preocupação com a aparente perda de dinamismo da economia americana. Essa preocupação, por sua vez, foi resultado de alguns dados recentes mais fracos para o país (como vendas do varejo, índices de confiança de consumidores e de empresários e uma leve elevação da taxa de desemprego) e, principalmente, pela inconsistência e imprevisibilidade das políticas econômicas do país neste início de governo de Donald Trump, que já realizou diversas mudanças bruscas em menos de dois meses e que ainda promete realizar cortes em massa do funcionalismo público dos EUA. Nesse sentido, as falas do presidente americano em entrevista ontem, que evitou avaliar sobre as possibilidades de uma recessão econômica e afirmou que poderia aumentar as tarifas planejadas sobre México e Canadá, contribuíram para a sensação de insegurança dos investidores, favorecendo o desempenho de ativos considerados “portos seguros” em momento de estresse e incerteza, como o iene japonês e o franco suíço.




