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Fechamento de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Dólar encerra a quinta em pequena baixa,
cotado a R$ 5,142
 
Vitor Andrioli
Leonardo Rossetti
Leonel Oliveira Mattos
Câmbio oscilou em mais um pregão tomado pela incerteza
Em mais uma sessão volátil, o par real/dólar alternou perdas e ganhos ao longo desta quinta-feira (12), encerrando a sessão negociado a R$ 5,142, em leve redução de 0,1% em relação ao fechamento de quarta-feira. Já o dollar index continuou seu notável fortalecimento e terminou o pregão cotado a 104,8 pontos, ganho de 0,8% ante à véspera e seu maior patamar desde dezembro de 2002. O mercado de divisas repercutiu mais um pregão instável e de aversão aos riscos no cenário externo, em meio a preocupações de que o aperto das condições financeiras mundiais levará a uma queda da atividade econômica maior que a antecipada anteriormente. Investidores evitaram, de modo geral, ativos mais arriscados, como índices acionários, commodities e moedas de países emergentes, beneficiando os ativos denominados em dólar. A moeda brasileira apresentou forte oscilação, mas encerrou o dia praticamente estável frente ao término de quarta após o volume de serviços em março ter aumentado acima do esperado. Por fim, é digno de nota que o Banco Central (BC) encaminhou ao governo uma Medida Provisória que prevê reajuste de 22% para os servidores da instituição, buscando encerrar a greve da categoria.
Variações | No dia: -0,06% | Na semana: +1,36% | No mês: +4,02% | No ano: -7,73% | Em 12 meses: -3,22% |

O dólar negociado no mercado interbancário enfrentou mais um dia de volatilidade, mas, ao final do dia, encerrou praticamente sem variação em relação ao dia de ontem. O ambiente de negócios é de incerteza elevada e pouco apetite por riscos, principalmente nos mercados internacionais. Há cada vez mais uma percepção de que um conjunto de fatores negativos se somam no panorama econômico, promovendo uma fuga de ativos considerados arriscados e uma busca por ativos seguros, em especial a moeda americana.

Os dados de inflação divulgados nesta semana, como o Índice de Preços ao Consumidor, nos Estados Unidos, e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, no Brasil, sugerem que a aceleração de preços ainda permanece disseminada e persistente nas economias, o que exigirá um aperto monetário intenso e prolongado pelas autoridades monetárias para obter uma estabilização dos preços. Essa contração das condições financeiras, entretanto, devem reduzir o nível de atividade econômica e desacelerar o crescimento desses países. Esta situação é agravada pela previsão de uma longa guerra entre Rússia e Ucrânia, que mantém a pressão sobre os preços das commodities alimentícias, metálicas e energéticas, que, por sua vez, agravam a pressão inflacionária.

Enquanto isso, a insistência chinesa em aplicar rigorosos confinamentos parciais ou totais em múltiplas cidades do país arrisca piorar os dois cenários, isto é, elevar a inflação e reduzir o crescimento em âmbito global. Segundo uma análise do grupo Nomura estimou que, em 10 de maio, 41 cidades do país se encontravam sob “lockdown” total ou parcial, correspondendo a um total de 290 milhões de habitantes e aproximadamente 30% da produção nacional. Como a segunda maior economia global, a maior produtora industrial global e a maior exportadora mundial, esses isolamentos atingem outras empresas dentro e fora da China, que precisam esperar o retorno das atividades de seus fornecedores paralisados. Além disso, a cadeia logística global se encontra sobrecarregada, o que resulta em estoques reduzidos, tempos de entrega dilatados e custos ainda maiores, piorando a aceleração de preços.

Por fim, é digno de nota que o Banco Central enviou ao Ministério da Economia uma proposta de Medida Provisória que propõe reajuste salarial de 22% aos servidores da autarquia a partir de junho de 2022, bem como a reestruturação de carreira, criação de bônus por produtividade institucional e de taxa de supervisão. Com essa medida, o BC procura encerrar a greve da categoria, que foi retomada em 03 de maio e ter atrasado uma série de divulgações e estatísticas da autarquia.

No cenário externo, o ambiente de pessimismo impulsionou dollar index mais uma vez, terminando o pregão cotado a 104,8 pontos, ganho de 0,8% ante à véspera e seu maior patamar desde dezembro de 2002. Moedas pares do real, como o peso chileno, o peso colombiano, a lira turca, o rand sul-africano e a rúpia indiana se desvalorizaram perante a moeda americana, e o Índice de Moedas Emergentes do J.P. Morgan terminou a sessão cotado a 51,589 pontos, avanço de 0,2% em relação ao término de quarta-feira.

  • Moedas

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