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Fechamento de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Dólar dispara e encerra a segunda
cotado a R$ 5,112
 
Leonel Oliveira Mattos
Leonardo Rossetti
Vitor Andrioli
Câmbio reflete fuga global de ativos arriscados
com aumento dos temores sobre recessão
A taxa de câmbio operou em forte elevação desde a abertura dos negócios nesta segunda-feira (13), encerrando a sessão negociada a R$ 5,112, ganho de 2,5% frente ao término de sexta. Já o dollar index terminou o pregão cotado a 105,2 pontos , alta de 1,0% em relação ao fechamento de sexta-feira e seu maior valor desde dezembro de 2002. O mercado de divisas repercutiu um dia de forte aversão aos riscos e pessimismo internacional, com queda expressiva de ativos arriscados, como índices acionário, commodities e moedas de países emergentes, e uma busca pelo dólar e por títulos de tesouro americano. Após a divulgação, na sexta-feira, de que a inflação nos EUA atingiu seu maior patamar em mais de quatro décadas, os investidores começaram a apostar que o Federal Reserve (Fed) será obrigado a promover um aperto monetário ainda mais rígido do que estava sendo precificado até então, o que pode provocar, por sua vez, uma intensa desaceleração do crescimento econômico global.
Variações | No dia: +2,46% | Na semana: +2,46% | No mês: +7,53% | No ano: -8,28% | Em 12 meses: +0,78% |

 

O dólar negociado no mercado interbancário disparou na sessão desta segunda-feira, com um dos piores desempenhos globais no mercado de divisas, e subiu mais de 12 centavos, ou 2,5%, em relação a sexta-feira passada. O dollar index, que pondera o valor do dólar em relação a outras seis moedas de economias avançadas, se valorizou em mais de 1,0% no pregão e atingiu seu maior valor em quase duas décadas, impulsionado por temores de que uma aceleração de preços elevada, persistente e disseminada nos Estados Unidos obrigará o Federal Reserve a atuar de modo cada vez mais rígido e veloz a fim de contê-la. Na última sexta, foi divulgado que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos se acelerou em 1,0% em maio, acima das expectativas de analistas, cuja mediana apontava para crescimento de 0,7%. Dessa forma, o indicador acumula alta de 8,6% em 12 meses, maior valor desde dezembro de 1981. Desde então, o mercado de contratos futuros de juros está elevando suas previsões quanto aos reajustes a serem praticados pelo Fed e aposta majoritariamente, hoje (13), que o ano terminará com uma taxa básica de juros (fed funds rate) entre 3,25 e 3,50% ao ano.

Entretanto, tal cenário de forte contração monetária possivelmente provocaria uma sensível desaceleração da atividade econômica no país, e os receios de uma recessão – ou de uma estagflação – foi o motor principal da aversão ao risco e pessimismo nos mercados na sexta e hoje. Índices acionários, commodities e moedas de países emergentes sofreram forte desvalorização, e há indícios de que o movimento possa continuar, visto que a inflação nos EUA pode se manter em trajetória ascendente. Contribui para o ambiente de pouco apetite por riscos, também, a notícia de que a China realiza novos testes em massa contra a Covid-19, trazendo receios sobre a possibilidade do retorno de confinamentos e, por consequência, uma deterioração nas cadeias globais de suprimento.

No Brasil, é digno de nota que a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 4,9 bilhões em maio, fruto de uma exportação de US$ 29,648 bilhões e uma importação de US$ 24,704 bilhões. Tanto a exportação como a importação foram os maiores valores mensais da série histórica com início em 1997. O aumento dos preços internacionais pode ser observado em ambas as operações. O valor total das exportações brasileiras cresceu 8% na comparação com maio de 2021, resultado de uma alta de 21,9% nos preços dos itens vendidos, frente a um recuo de 7,9% na quantidade embarcada. Já as importações cresceram 33,5% em relação ao mesmo período do ano passado, por conta de um salto de 35,7% nos preços e de uma sutil alta de 0,1% nas quantidades compradas.

No cenário externo, o dollar index terminou o pregão cotado a 105,2 pontos, alta de 1,0% em relação ao fechamento de sexta-feira e seu maior valor desde dezembro de 2002. Moedas pares do real, como o peso chileno, o peso colombiano, o peso mexicano, a lira turca e o rand sul-africano também se desvalorizaram perante a moeda americana, e o Índice de Moedas Emergentes do J.P. Morgan terminou a sessão cotado a 51,411 pontos, variação de -0,7% ante à véspera

  • Moedas

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