Após passar a manhã em alta, o par real/dólar aparou suas perdas ao longo da tarde desta terça-feira (08) até encerrar a sessão negociado a R$ 4,898, praticamente estável em relação ao fechamento de segunda-feira. Já o dollar index terminou o pregão cotado a 102,6 pontos, variação de +0,5% ante à véspera. No começo da sessão, o mercado de divisas repercutiu o ambiente externo de aversão ao risco e busca por ativos de segurança após a divulgação de dados piores que o esperado para a balança comercial chinesa e o rebaixamento da nota de crédito de bancos americanos pela agência de classificação de risco Moody’s, com investidores realizando lucros na parte da tarde.
Variações | No dia: +0,04% | Na semana: +0,48% | No mês: +3,58% | No ano: -7,23% | Em 12 meses: -5,17%
Correção técnica do real O dólar negociado no mercado interbancário começou o dia em alta, porém perdeu força ao longo do pregão nesta terça-feira até encerrar com variação marginal de +0,04% ante o fechamento de segunda-feira, o que representou um dos melhores desempenhos dentre as moedas de economias emergentes. O ambiente externo foi majoritariamente avesso ao risco e de cautela, o que prejudicou o desempenho de ativos arriscados, como ações, commodities e moedas de economias de países exportadores de produtos primários. À tarde, investidores aproveitaram os valores mais elevados da divisa americana para vender divisas e realizar lucros, amenizando o enfraquecimento do real.
Desaceleração econômica na China O ambiente de aversão a riscos se estabeleceu desde a madrugada, quando a China divulgou que seu comércio exterior se desacelerou mais profundamente que o esperado. As importações de julho diminuíram 12,4% ante julho do ano passado, contra uma estimativa mediana de -5,0%, ao passo que as exportações caíram 14,5% no mesmo período, contra uma estimativa mediana de 12,5%. Os dados reforçam as perspectivas negativas para a economia chinesa, pois a queda das exportações mostra uma perda de dinamismo da atividade industrial global, enquanto a queda das importações mostra a desaceleração da demanda interna do país.
Rebaixamento do rating de bancos Contribuiu para o fortalecimento global da moeda americana, também, o anúncio pela agência de classificação de risco Moody’s de que rebaixou a nota de crédito de dez instituições financeiras de pequeno e médio porte dos Estados Unidos, revisou para perspectiva negativa de outras onze e estuda mudar a classificação de outros seis bancos de grande porte. A agência afirmou que os custos mais elevados de financiamento e as pressões sobre a rentabilidade dessas instituições motivou estas alterações, que, por sua vez, reacendeu um sentimento de pessimismo e de aversão a riscos em investidores internacionais.
Mercado de moedas No cenário externo, o dollar index terminou o pregão cotado a 102,6 pontos, variação de +0,5% ante à véspera. Moedas pares do real, como o peso chileno, o peso colombiano, o peso mexicano, a lira turca, o rand sul-africano, a rúpia indiana e o rublo russo também se desvalorizaram em relação à divisa americana, e o Índice de Moedas Emergentes do J.P. Morgan terminou a sessão cotado a 47,815 pontos, praticamente estável frente ao término de segunda-feira.




