Dólar reflete dados positivos para o mercado de trabalho dos EUA
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 4,952 (+0,3%)
= Dollar Index (DXY): 104,0 pontos (0,0%)
O mercado de divisas refletiu a divulgação de dados para o mercado de trabalho nos EUA, que reforçaram a percepção de uma economia mais aquecida e corroboram a percepção de que os juros americanos permanecerão elevados por mais algum tempo.
Variações | No dia: 0,28% | Na semana: -0,31% | No mês: 0,28% | No ano: 2,08% | Em 12 meses: -4,23% |
Resiliência da economia dos EUA O dólar negociado no mercado interbancário iniciou a sessão desta quinta-feira em baixa, acompanhando um movimento de maior apetite por riscos após a divulgação de resultados da fabricante Nvidia impulsionar os mercados acionários, em particular o americano. Contudo, a divisa do país passou a se fortalecer globalmente após os pedidos semanais recuarem em relação a semana anterior, de 216 mil para 201 mil novos pedidos. O dado mostra que o mercado de trabalho estadunidense permanece resiliente e com elevada demanda por trabalhadores mesmo após quase dois anos de um vigoroso aperto monetário pelo Federal Reserve, o que, por sua vez, pode ser um fator de risco para a estabilização inflacionária ao manter o nível de demanda interna mais elevado. Dessa forma, o dado foi interpretado como um reforço à leitura de que os cortes de juros pelo Fed não devem se iniciar tão cedo, com a maior parte das apostas de investidores sinalizando a decisão de junho como data provável. Nesse sentido, os comentários mais cautelosos do vice-presidente da instituição, Philip Jefferson, podem ter colaborado para o fortalecimento do dólar, ao mencionar que “o processo de desinflação [nos EUA] provavelmente será turbulento” e que há fatores de riscos que podem atrasar a moderação de preços em direção à meta anual de 2% buscada pelo banco central.
Mercado de moedas No cenário externo, o dollar index terminou o pregão cotado a 104,0 pontos, praticamente estável ante à véspera. Moedas pares do real, como o peso chileno, o peso colombiano, o peso mexicano, a lira turca, o rand sul-africano e o rublo russo também se desvalorizaram em relação à divisa americana, e o Índice de Moedas Emergentes do J.P. Morgan terminou a sessão cotado a 46,662 pontos, recuo de 0,4% frente ao término de quarta-feira.




